
Espuma branca chama atenção de moradores desde o primeiro semestre (Foto/Reprodução/Leitor JM)
Secretaria de Meio Ambiente (Semam) realiza visita no Rio Caçú, após novas denúncias de possível contaminação por uma espuma branca. De acordo com a pasta, a empresa de latinhas, apontada como possível responsável pelo composto no córrego, tem prazo de até 30 dias para apresentar novo relatório.
O biólogo da Semam, Paulo César Franco, explica que a espuma causada no rio próximo à BR-050 é formada pelo curso da água. “Existem alguns pontos em que a água tem mais agitação e forma espuma. Mas a espuma é biodegradável e não tem nenhum impacto para os peixes e o meio ambiente”, afirma.
O especialista ainda elucida que a substância é utilizada para tratamento de efluente e na empresa de latinhas já é utilizado um antiespumante, para que não cause nenhum desconforto visual. “Concluind o efluente lançado no curso de água atende aos parâmetros previstos em lei”, diz.
Paulo César afirma que, apesar de não apresentar nenhum dano à biota, o empreendimento já está ajustando a quantidade de produto liberado. “Assumiram, mais uma vez, o compromisso de rever todo o processo de tratamento e aumentar o antiespumante. [Eles] têm o prazo de 20 a 30 dias para apresentar novamente informações [à Semam]”, completa.
Segundo a secretaria, está prevista para novembro de 2023 nova medida para diminuir o derramamento de produtos no Rio Caçú. A empresa de latinhas visa utilizar 80% da quantidade despejada atualmente na irrigação e limpeza da fábrica.