Um dos primeiros moradores da região, disse à reportagem que há mais de 20 anos construiu seu imóvel no bairro
Neto Talmeli
Muitos moradores fazem parte da Rede de Vizinhos Protegidos, em parceria com a Polícia Militar
Um dos primeiros moradores da região, o pedreiro que pediu para manter sua identidade preservada, disse à reportagem do Jornal da Manhã que há mais de 20 anos construiu seu imóvel no bairro. Durante este tempo, ele não teve do que reclamar sobre o policiamento. “Sempre vejo viatura passando por aqui, seja da Polícia Militar ou da Guarda Municipal”, disse. Mas apesar da sensação de segurança, ele contou que já precisou ajudar uma vítima de tentativa de assalto. “Roubo sempre tem, seja aqui ou em qualquer lugar. Eu estava deitado no sofá da sala, quando ouvi uma pessoa gritar por socorro. Corri para o portão e vi dois homens em uma motocicleta. Eles seguravam uma mulher pelo braço e exigiam seu celular. Eu interferi e eles fugiram”, disse o pedreiro, orgulhoso de ter evitado o roubo.
Um casal que saia de carro de uma residência da rua Delta reforçou que o bairro é tranquilo. “Aqui é muito tranquilo, praticamente não há criminalidade. Moramos no bairro há mais de 30 anos e pode-se dizer que não tem bandido aqui. Algumas casas da rua possuem portão manual e nunca soubemos de ocorrência de roubo ao chegar ou sair de casa, por exemplo”, disseram. “O único problema é com relação ao atendimento de táxi. Alguns taxistas, dependendo do horário, recusam corridas para cá, por receio da região como um todo, e não especificamente do Umuarama”, concluíram.
Conforme foi verificado pela reportagem, algumas residências do bairro fazem parte da Rede de Vizinhos Protegidos, em parceria com a Polícia Militar. No entanto, a reportagem constatou também que a Estrada A, continuação da rua Yolanda Derenusson Silveira, nas imediações do aeroporto, é um conhecido local de abandono e desmanche de veículos produtos de crime.