FINALMENTE

Rua afetada por enxurradas das obras do aeroporto recebe reparos em Uberaba

Acordo com o Ministério Público prevê R$ 94 mil para recuperar o pavimento; Ripposati Filho acompanha os trabalhos e cobra conclusão

Da redação
Publicado em 21/10/2026 às 10:35
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Uma das moradoras relatou que a lama tem invadido casas e garagens, exigindo limpeza diária e gerando gastos extras com água, além de prejuízos materiais (Foto/Reprodução)

Uma das moradoras relatou que a lama tem invadido casas e garagens, exigindo limpeza diária e gerando gastos extras com água, além de prejuízos materiais (Foto/Reprodução)

A Prefeitura de Uberaba iniciou a recuperação do pavimento da rua Yolanda Derenusson Silveira, atingida por enxurradas com terra durante as obras de ampliação do Aeroporto Mário de Almeida Franco. O serviço faz parte das medidas previstas em um acordo firmado entre a empresa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com repasse de R$ 94.043,66 para reparar os danos na via, conforme informações divulgadas pela Câmara Municipal.

O vereador Ripposati Filho (PSD), que acompanha as reclamações dos moradores dos bairros Umuarama e Pontal desde dezembro de 2025, esteve no local para verificar os trabalhos. “Foi iniciado o serviço, mas no nosso entendimento tem muita coisa a ser concluída”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as queixas sobre a água e a terra que saíam do canteiro de obras motivaram cobranças aos setores responsáveis e o acionamento da Defesa Civil. Durante as chuvas, a enxurrada atravessava os bairros e chegava à avenida Dona Maria de Santana Borges, causando transtornos e danificando o asfalto.

“Quando vieram as primeiras chuvas, a água com terra desceu em volume muito grande, como um rio, atravessando os bairros. No período de seca, a poeira também perturba os moradores”, relatou.

Em março de 2026, moradores procuraram o Ministério Público por meio de um abaixo-assinado. Conforme a Câmara, a 1ª Promotoria de Justiça de Uberaba instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nas obras, relacionadas à eventual ineficiência na contenção de sedimentos. Ripposati solicitou participação no procedimento como terceiro interessado para acompanhar as providências.

A apuração resultou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela empresa Bloco de Onze Aeroportos do Brasil S/A. Segundo as informações divulgadas, os R$ 94.043,66 destinados à recuperação do pavimento já foram transferidos à Prefeitura, que iniciou o recapeamento.

O acordo também estabeleceu compensação ambiental de valor semelhante, destinada ao Núcleo Interdisciplinar de Estudo e Ações Ambientais do Triângulo Mineiro (Niea), e a comprovação da conclusão parcial das obras, especialmente do sistema de drenagem.

Em julho, o Ministério Público promoveu o arquivamento do inquérito civil, mas determinou que as obrigações do TAC continuassem sendo acompanhadas em procedimento administrativo próprio.

Transtornos já foram alvo de autuação

Os problemas no entorno do aeroporto foram mostrados pelo JM em 26 de dezembro de 2025. Moradores relataram invasão de lama em casas e garagens, dificuldade para acessar os imóveis e gastos extras com limpeza. Na ocasião, o Departamento de Posturas informou ter autuado a empresa responsável pela intervenção.

Em resposta ao jornal naquela época, a Aena Brasil, concessionária que administra o aeroporto, confirmou que as chuvas haviam provocado o extravasamento de lama do canteiro. A empresa informou que a construtora realizava a limpeza das ruas e que haviam sido construídas bacias de contenção, além de intervenções no muro para conter o escoamento de água e barro.

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