Fot Fernanda Borges
Romeu Borges, presidente do Sindicato Rural de Uberaba, diz que em algumas lavouras a perda chega a 70%
Integrantes do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba traçam medidas em apoio ao produtor rural quanto à longa estiagem deste ano. A reunião aconteceu na terça-feira (3) na sede do Sindicato Rural de Uberaba, quando foi elaborado um documento a ser enviado aos governos estadual e federal para que facilitem o pagamento de financiamentos feitos pelos produtores e que estão tendo perdas nas lavouras.
Durante a reunião ficou constatado que em toda a região produtores sofrem com a estiagem atípica do início de ano. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Uberaba, Romeu Borges, a situação de outros municípios é semelhante à que está acontecendo em Uberaba. “A chuva está esparsa, poucos produtores receberam uma grande quantidade de chuva, não houve uma distribuição uniforme e, mesmo assim, naqueles locais em que houve chuva os produtores tiveram perdas de 10 a 15%, já onde não caiu nenhuma gota as perdas ultrapassam a casa dos 70%. Enfim, nas avaliações preliminares registramos perdas de até 50%, mas, depois que for feita a colheita, teremos um levantamento definitivo”, explica.
Diante desta situação, preocupadas com o produtor que pode enfrentar problemas financeiros, lideranças elaboraram documento pedindo para que o Estado e a União sejam maleáveis quanto às cobranças de financiamento.
“Vamos pedir às autoridades para que criem parcelamentos, prorrogações de dívidas, inclusive para os irrigantes que têm financiamento, para que prorroguem a parcela deste ano, pois muitos terão de deixar de plantar para priorizar o abastecimento público na cidade. Esperamos um posicionamento para os próximos 30 dias, caso não venha, será realizado um manifesto nas ruas e rodovias para mostrar à sociedade a nossa dificuldade, para que se unam à nossa causa, pois o setor do agronegócio é o que mais gera receita no país. Se não for realizado um trabalho governamental quanto aos financiamentos, a safra de 2015 e 2016 ficará comprometida, pois não haverá recursos para plantar”, explica Romeu.
Ainda durante a reunião foram discutidas algumas medidas de médio e longo prazos. Segundo Romeu, é preciso adotar melhorias quanto ao seguro rural, que hoje apenas garante o banco, quando que na verdade deve assegurar a renda do produtor, e os valores também precisam ser menores para garantir que todos façam o seguro.