Coordenador de escola particular envolvido em denúncia de agressão contra aluna maior de idade foi desligado da instituição. A decisão foi tomada após a ocorrência, registrada dentro da instituição, e provocou manifestações de pais de estudantes, que questionam a saída do profissional, principalmente pela proximidade do Enem.
Ao Jornal da Manhã, a responsável pela comunicação da escola explicou que foi uma decisão institucional o desligamento do profissional. “Nós tivemos um evento na semana passada, um acontecimento envolvendo o coordenador e uma aluna. E por esse motivo a gente optou pelo desligamento dele”, afirma ao Jornal da Manhã.
A representante informou que a decisão foi tomada pela mantenedora e pela direção da instituição. Questionada se a escola poderia reconsiderar a medida diante das manifestações dos pais, ela afirmou ao JM que, por enquanto, o desligamento está mantido.
O episódio também resultou na transferência compulsória da estudante. Segundo a versão apresentada anteriormente pela escola, ela teria sido comunicada sobre a medida após uma situação de conflito e, mesmo orientada a deixar o ambiente, teria retornado à sala. Nesse momento, um profissional da instituição teria tentado contê-la.
A família contesta a versão e afirma que a estudante não resistiu a deixar o local. A mãe registrou boletim de ocorrência alegando que a filha foi segurada com força excessiva e sofreu uma lesão.
Após a confirmação do desligamento, pais de alunos procuraram o Jornal da Manhã para manifestar preocupação com a saída do coordenador. Uma das principais críticas é o momento da decisão, próximo ao Enem.
Uma mãe afirmou que o profissional era uma referência para os estudantes e demonstrou preocupação com os impactos da saída durante a preparação para as provas.
Um grupo de mães também encaminhou uma manifestação à escola. No texto, elas afirmam que receberam a notícia com “surpresa, tristeza e, principalmente, insegurança” e destacam a atuação do coordenador junto aos alunos do Ensino Médio.
As famílias afirmam compreender que situações disciplinares precisam ser avaliadas e que estudantes também devem responder por seus atos. O questionamento, segundo elas, está na decisão de desligar o profissional e no que isso representa para outros funcionários responsáveis pela orientação e disciplina dos alunos.
A escola informou que, até o momento do contato com o Jornal da Manhã, ainda não havia definido um substituto para o coordenador. A representante, porém, afirmou que os estudantes continuarão recebendo acompanhamento.
Questionada se os alunos ficariam sem o suporte oferecido anteriormente pelo profissional, respondeu: “Não, de forma alguma”.
A instituição também orientou os pais que tenham dúvidas ou preocupações a procurarem diretamente a direção para agendar reuniões.
A transferência compulsória da estudante foi confirmada pela escola. Sobre o episódio, a instituição havia informado anteriormente que adotou medidas internas e que está à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos e fornecer as informações que forem formalmente solicitadas.