Menos de um mês após informar que trabalhava para evitar novos atrasos, trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional Triângulo Sul voltaram a procurar o Jornal da Manhã para denunciar que os salários seguem sendo pagos fora do prazo. Segundo relatos encaminhados à reportagem, este é o sétimo mês consecutivo em que os vencimentos atrasam.
De acordo com os profissionais, além da demora no pagamento, a principal reclamação é a falta de informações por parte da administração do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência (Cistrisul). "Todo mês acontece a mesma coisa. A gente não recebe uma justificativa nem uma previsão de pagamento. Ninguém responde às mensagens ou dá um posicionamento", afirma uma profissional.
Segundo os trabalhadores, a situação afeta colaboradores das 27 bases do Samu Regional Triângulo Sul. Eles afirmam que muitos dependem exclusivamente do salário recebido pelo serviço e enfrentam dificuldades para quitar despesas básicas. "O quinto dia útil passa, mas as contas não esperam. Cartão de crédito, aluguel e outras despesas continuam vencendo. O problema não é só o atraso, é a falta de respeito e de comunicação", relata outra funcionária.
Os profissionais lembram que, no mês passado, após denúncia publicada pelo Jornal da Manhã, o Cistrisul informou que criaria uma força-tarefa para regularizar os pagamentos e impedir que novos atrasos ocorressem (https://jmonline.com.br/cidade/cistrisul-informa-regularizac-o-dos-salarios-dos-trabalhadores-do-samu-triangulo-sul-1.634302). No entanto, segundo os trabalhadores, a promessa não foi cumprida. "Eles disseram que seria o último mês de atraso, mas aconteceu novamente. Nós continuamos trabalhando normalmente, cumprindo toda a carga horária e atendendo a população, mas não sabemos nem quando vamos receber", afirma uma colaboradora.
Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã, o Cistrisul informou que os salários dos trabalhadores do Samu Regional Triângulo Sul estarão disponíveis nas contas na próxima segunda-feira (13).
Segundo o consórcio, estão sendo adotadas medidas para evitar que novos atrasos ocorram. "Com a finalidade de evitar novos atrasos, o Cistrisul mantém tratativas junto ao Estado para viabilizar a antecipação de recursos, bem como deliberou, juntamente com os demais municípios consorciados, o aumento do contrato de rateio para fortalecer o fluxo financeiro", informa.
Ainda conforme o consórcio, a gestão reafirma o compromisso com os profissionais. "A gestão do Consórcio reitera seu compromisso com um trabalho pautado no respeito aos profissionais, reconhecendo a importância das atividades que desempenham", conclui a nota.
Em junho, trabalhadores do Samu Regional procuraram o Jornal da Manhã para denunciar atrasos recorrentes nos salários e dificuldades para arcar com despesas como medicamentos, contas básicas e compromissos financeiros. Na ocasião, o Cistrisul informou que os pagamentos seriam regularizados e anunciou uma força-tarefa, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, para solucionar as inconsistências financeiras e evitar novos atrasos.
Agora, menos de um mês depois, os profissionais afirmam que o problema voltou a ocorrer e cobram que a promessa feita pelo consórcio seja efetivamente cumprida.