CIDADE

Secretária diz que continua com o serviço até o fim de fevereiro

À reportagem, a secretária de Educação, Silvana Elias, afirma que houve uma falha na comunicação para os pais dos estudantes do IFTM

Letícia Morais
Publicado em 08/02/2017 às 08:03Atualizado em 16/12/2022 às 15:16
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À reportagem, a secretária de Educação, Silvana Elias, afirma que houve uma falha na comunicação para os pais dos estudantes do IFTM que moram na zona rural. “Nós vamos continuar com o transporte até o fim de fevereiro. A partir de março não caberá mais ao município o transporte de alunos do ensino médio”, diz. Ela revelou que se reuniria ontem com as famílias dos quase 30 estudantes que atualmente são beneficiados com o transporte, para informá-las da decisão e sugerir que as próprias famílias assumam o transporte para o instituto. “Nós não temos condições de frota de fazer o transporte para quem é de ensino técnico ou superior”, avalia a secretária.

Silvana Elias fez questão de frisar que esse transporte não cabe ao município. “O nosso compromisso é, essencialmente, com a educação infantil e o ensino fundamental. Hoje, por uma questão de não prejudicar a população que está no campo, nós levamos profissionais do ensino médio do Estado para o campo; trazemos alunos do campo para a cidade para atender à necessidade, que não seria do município, mas do Estado; além disso, temos a instituição federal”, reforça, acrescentando que caberia a cada esfera oferecer o próprio transporte aos alunos.

A medida, segundo Silvana, é decorrente da priorização de necessidades e legalidade. “Na cidade, nós temos uma demanda enorme de alunos por conta dos novos loteamentos. Para se ter uma ideia, nós temos 30 ônibus rodando na cidade, atendendo crianças de 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental; e temos 1.024 alunos cadastrados para o Residencial Rio de Janeiro, que ainda não foram lançados”, explica.

A secretária destaca que o aluno que estiver coabitando com as unidades do município e que é transportado da residência dele para a escola rural continuará sendo transportado normalmente. “O aluno que é nosso e coabita as nossas escolas, como é caso da Capelinha, do Totonho de Moraes, Santa Rosa e Celina, no Calcário, nós continuaremos. Nós não podemos transportar o aluno que vem da zona rural para o ensino técnico na cidade”, completa.

Segundo informações repassadas pela secretária, o município aplica em torno de R$2,5 milhões no transporte e o Estado repassa, por ano, R$140 mil à PMU. "Já tentei por diversas vezes ampliar esse convênio e a gente não conseguiu. Então, o município está tirando recursos próprios porque o transporte não pode ser pago com recursos do Fundeb, apenas com recursos próprios ou com a cota salário-educação, e ela não dá para bancar um transporte desse nível", explica Silvana Elias.

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