Está marcada para esta quinta-feira (15) nova assembleia dos professores da rede estadual de ensino, a fim de definir os rumos da greve da categoria, que completa uma semana. Eles pleiteiam o cumprimento de acordo com o governador Fernando Pimentel em conceder ajustes de 14,97% do piso nacional, referentes a 2017 e 2018. Contudo, o governo não vai apresentar nova proposta para cessar a paralisação, que atinge cerca 16% das escolas, sendo que a maioria está concentrada na região metropolitana de Belo Horizonte. Quem garante é o secretário de Estado de Educação em exercício, Wieland Silberschneider.
Com os cofres públicos às mínguas e limite da Lei de Responsabilidade Fiscal estourado, o governo pretende cumprir o compromisso de pagar três meses de reajuste de 2016, o que já representaria R$ 288 milhões para a categoria. Ao Estado de Minas, o secretário reafirmou as três semanas de negociação com o sindicato, que apresentou pauta com 88 itens.
“Configurará crime de responsabilidade apenas pelo ato de enviar tal projeto de lei com o aumento. Também não há condições financeiras para honrar com esse ajuste, que vai representar mais de R$ 2 bilhões, anualmente. São 238 mil funcionários ativos e 235 mil inativos. Para 2019, será precipitado o governador assumir compromisso, tendo em vista que estamos num ano eleitoral, mas o fará assim que isso for possível”, explicou o secretário em exercício, que pede, ainda, aos trabalhadores para refletirem.
Ao ser questionado sobre o concurso público para professores recentemente aberto, Silberschneider explica que as vagas não corresponderão a aumento de despesa, uma vez que apenas substituirão postos de trabalho já existentes. “Com esse concurso, serão mais 16,7 mil para a substituição de designados. Para se ter uma ideia do benefício, conseguimos fazer com que 66% das horas-aula no estado sejam dadas por profissionais efetivos. Isso gera ambiente para uma política de qualidade da educação”, ponderou.