Moradores cobram solução para avenida sem rede de drenagem, onde a água escoa pela superfície do asfalto
Constantes alagamentos na avenida Ramid Mauad durante o período chuvoso preocupam moradores e motoristas. Segundo moradores relataram ao Jornal da Manhã, os alagamentos dificultam a passagem de veículos, colocando em risco quem trafega pelo local. Questionada pela reportagem, a Codau informou que a avenida não possui rede pluvial e, por isso, o escoamento da água ocorre pela superfície do asfalto.
Motoristas ironizaram a situação e criticaram as condições da via. “Virou um rio a céu aberto, não tem uma boca de lobo para ajudar. É uma situação muito ruim”, relata um deles.
A via passou por uma revitalização em 2016, quando foi alargada após a retirada de meio-fio e terra para a construção de estacionamentos em 45 graus. Na época, o então secretário de Obras, Antônio Sebastião de Oliveira, informou que as intervenções eram necessárias devido ao crescimento da região e deveriam atender à demanda da população pelos próximos 15 a 20 anos.
Mesmo após as melhorias, moradores continuam relatando problemas ao longo dos anos. Em 2024, reportagem do Jornal da Manhã mostrou que lixeiras instaladas ao longo da Ramid Mauad acumulavam água da chuva, o que gerou preocupação com a proliferação do mosquito da dengue.
Questionada pela reportagem, a Codau (Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas) explicou que assumiu a responsabilidade pela drenagem da via apenas em 2021 e que antes disso a atribuição era da Prefeitura. “A curto prazo, não há programação de obras para esta localidade, mas o município vem buscando recursos para atender as demandas da população quanto a essa situação”, explica a autarquia.
Para esclarecer a situação da rede pluvial e se houve planejamento inicial para incluir esse tipo de estrutura na via, a Prefeitura se restringiu a informar que “está ciente da necessidade das obras na Avenida Ramid Mauad e trabalha junto ao governo federal em busca de recursos para executá-las”.