SEM RETOMADA

Sem busca ativa, Cohagra aposta em denúncias para minimizar ocupação irregular de casas

Da redação
Publicado em 02/01/2025 às 16:47
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Segundo o presidente, Gledston Morelli, não há na Cohagra um quantitativo de casas em Uberaba ocupadas de forma irregular (Foto/Rodrigo Garcia/CMU)

Segundo o presidente, Gledston Morelli, não há na Cohagra um quantitativo de casas em Uberaba ocupadas de forma irregular (Foto/Rodrigo Garcia/CMU)

Realidade em todo o país, a ocupação irregular de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida também acontece em Uberaba. Contudo, a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra) não deve fazer busca ativa para identificar os imóveis que eventualmente estejam alugados ou usados por terceiros. Segundo o presidente da companhia, Gledston Morelli (Dê), falta efetivo à Cohagra para tanto e, por isso, convoca a população a denunciar casos.

"Seria irresponsável da minha parte, uma demagogia, eu falar que nós vamos fazer. Eu não tenho número efetivo de servidores destinados a esse trabalho. Nós precisamos muito da denúncia, que isso aconteça de forma voluntária", explica Dê, em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM. Ele ainda acrescenta que a Cohagra não tem um quantitativo de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida alvo de ocupação irregular. 

O presidente ainda pontua que a responsabilidade objetiva é da Caixa Econômica Federal, uma vez que a Cohagra é intermediadora do contrato. "Nós atuamos no sentido de resolver muitas questões. Algo que acontecia no passado, aquelas retomadas que aconteciam de forma equivocada. A Cohagra não pode retomar. A partir do momento em que os nomes das famílias são encaminhados à Caixa Econômica e a Caixa Econômica faz um contrato com essa família termina a responsabilidade da Cohagra no que tange à questão contratual. Fiscalizar e dar andamento faz parte do trabalho da Cohagra", afirma o presidente, esclarecendo que todas as denúncias levadas ao conhecimento da companhia são verificadas in loco. Segundo ele, o "dossiê é repassado à instituição responsável", ou seja, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. 

Dê ainda pontua que todas as denúncias de ocupação irregular em Uberaba feitas à Cohagra são apuradas. Segundo ele, durante sua gestão na companhia, mais de 160 visitas foram feitas para apuração e a maioria dos casos é relativa a propriedades já quitadas. "Do Jardim Primavera, por exemplo, nós recebemos denúncias até hoje, mesmo sendo um local que já foi edificado há muitos anos. A grande maioria daquelas casas que se encontram em situação de abandono, já foram quitadas. Então, por parte da Cohagra, nada se pode fazer, o caso está resolvido. Se há um questionamento sobre falta de investimento no imóvel, tem que ser feito diretamente com o atual proprietário", revela.

Melhorias habitacionais

Ainda ao Pingo do J, Gledston Morelli afirma que está no escopo da Cohagra um plano para auxiliar famílias com as moradias. "Temos projetos, mas precisamos garantir recursos. Seria irresponsabilidade nossa falar em dar cestas ou dar material de construção se não existir uma dotação orçamentária", justifica.

Dê ainda relembra o ATHIS (Assistência Técnica em Habitação e Interesse Social, Lei Federal de 2008), que prevê esse tipo de trabalho. "O ATHIS é uma lei que a gente já deveria ter implantado aqui, desde 2008, estamos fazendo agora. Acredito que já esteja na SeGov para ser levado à Câmara e se torne lei em Uberaba", acrescenta o presidente.  

Ele ressalta a necessidade de ajudar famílias em necessidade. "Eu visitei várias casas que não têm reboco, os quartos não têm paredes, com quatro ou cinco filhos, ou seja, a vida sexual do casal é muito ativa, até pelos frutos, e ali você encontra quarto sem porta, banheiro sem porta... Existem algumas situações que a gente vê com uma certa gravidade e urgência. Porém, nós estamos trabalhando para buscar recursos para que a gente possa contemplar as famílias", finaliza.

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