Pela escala estabelecida pelo governo de Minas Gerais, a primeira parcela deveria ter sido quitada no dia 13 de junho, mas apenas 53% do funcionalismo recebeu
Sem receber salário do mês de junho, professores da rede estadual de ensino continuam paralisados. Conforme escala estabelecida pelo governo de Minas, no dia 13 de junho deveriam ter sido pagos os salários dos servidores que recebem até R$3 mil líquidos. Porém, apenas 53% receberam. Entre os professores, de acordo com o Sind-UTE, nenhum dos trabalhadores teve o salário depositado, por isso a paralisação, que completa cinco dias, continua.
De acordo com a coordenadora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, a frase de ordem é “sem salário, sem trabalho”. Ela destaca que o governo não deveria ter priorizado alguns funcionários para realizar o pagamento e deixar outros sem receber. “Vamos continuar em greve, pois a decisão tomada pela categoria foi que a paralisação será realizada até que a primeira parcela seja depositada. E como não aconteceu, tudo continua”, afirma.
Em Uberaba, de acordo com Maria Helena, a adesão foi de 70% entre os educadores. Na quinta-feira (15) foi realizada uma roda de conversa na sede do sindicato em Uberaba para debater a atual situação e, pelo que foi possível perceber, a maioria dos professores está indignada com a situação.
A Secretaria de Estado de Fazenda justificou que atraso é devido ao reflexo do movimento de paralisação nacional dos caminhoneiros, em que a arrecadação tributária do Estado sofreu redução de R$340 milhões em relação à expectativa para os primeiros 11 dias de junho. Entretanto, vale lembrar que em maio o governo também atrasou o pagamento e o movimento dos caminhoneiros não tinha começado. “Na nossa avaliação esse posicionamento é errôneo, a greve não tem nada a ver com a nossa situação, e se fosse para ser, por que não emitiu comunicados de que não seria possível pagar? Preparando o servidor para a situação”, questiona Maria Helena.