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Com a implantação dos cartões magnéticos, os ônibus circulam com pouco dinheiro para evitar assaltos
Usuária do transporte coletivo questiona seus direitos ao ser convidada a descer do ônibus por não ter dinheiro trocado para pagar a passagem. Nos veículos do transporte coletivo de Uberaba, depois do surgimento dos cartões magnéticos, existem comunicados de que a quantia máxima para pagar a passagem é R$20, pois são poucos usuários que não possuem o cartão e os cobradores normalmente não têm em caixa muitos valores para voltar o troco. Entretanto, uma usuária que tinha apenas R$50 na carteira quase perdeu o ônibus, pois não havia troco e ela não tinha o cartão.
Kellen Marcelina Duarte revela que passou por uma situação bastante desconfortável no último domingo. Ao entrar no ônibus, quando abriu a carteira, percebeu que apenas tinha notas de R$50, nenhuma de menor valor. E não teve tempo de trocar em algum estabelecimento, pois assim que avistou o ônibus da linha que seguia até o bairro em que mora correu para não perdê-lo. “Sei que o valor máximo é de R$20, mas pedi ao motorista para que me aceitasse e, assim que mais pessoas fossem pagando, ele poderia reunir o troco e me entregar. Mas ele não aceitou, pediu para que descesse e que tentasse um outro ônibus. Mas isto não aconteceu em virtude da solidariedade de outra passageira, que passou o cartão para mim”, explica Kellen.
E, neste sentido, a usuária questiona a atitude do motorista, se realmente ele poderia ter tomado tal posicionamento. “Por isso quero saber quais são os meus direitos, pois, assim como compro um produto em estabelecimento comercial, também estou adquirindo naquele momento uma passagem de ônibus, isso é como um produto, é um serviço. Sei que existem placas, estou informada, e que deveria ter o meu cartão, mas, independente disto, o fato poderia acontecer com qualquer pessoa, até mesmo aquele que não tem costume de usar o serviço. Portanto, está certo o motorista ter pedido para que descesse do ônibus?”, questiona a usuária.
O superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, afirma que sim. Esta é a postura correta. “Ele deve explicar, sem grosserias, que não tem o troco. Os errados são aqueles que permitem a entrada do passageiro com notas maiores que R$20 para dar o troco assim que juntarem. Alguns são até mesmo punidos por isto.” Segundo Claudinei, é preciso a compreensão dos usuários. Hoje os ônibus circulam com poucas quantias, a maioria das pessoas tem cartão, é difícil dar o troco quando a nota é alta. Ainda mais aos domingos, quando o movimento é menor.
Além disso, a intenção é disseminar cada vez mais o uso do cartão, que traz facilidades ao próprio usuário e também ao sistema de transporte coletivo, retirando a necessidade de ter dinheiro dentro do ônibus, o que é bastante perigoso por conta de assaltos. Esta semana mesmo a linha Jardim Primavera foi assaltada mais uma vez. Claudinei explica ainda que está cada vez mais fácil ter o cartão, que é gratuito e pode ser adquirido nos 20 pontos de vendas espalhados pela cidade.