Para esta semana a expectativa é de que o movimento de consumidores nos supermercados da cidade aumente cerca de 20%
Foto/Arquivo
Matusalém José Alves diz que neste ano os produtos nacionais estarão mais presentes nas ceias natalinas
Movimento nos supermercados já está maior por conta das festas de fim de ano. Para esta semana a expectativa é de que o movimento de consumidores nos supermercados da cidade aumente cerca de 20% durante os dias que antecedem o Natal. No entanto, segundo o diretor da Associação Supermercadista de Uberaba (Assuper), Matusalém Alves, devido ao aumento do desemprego, as ceias serão recheadas de produtos nacionais.
Mesmo em ano de crise, as famílias fazem questão de ter a tradicional ceia de Natal. Por isso, a expectativa do setor é vender pelo menos 10% a mais do volume comercializado no ano passado. Para Matusalém, considerando a inflação que já passa da casa dos dois dígitos, isto não significa crescimento nas vendas, mas apenas no volume de produtos comercializados. Segundo o diretor da Assuper, a movimentação já começou ontem, mas a concentração será maior ocorrerá hoje, quarta (23) e quinta-feira (24), quando o número de clientes tende a crescer 20% em relação a dias normais.
Porém, a ceia de Natal deste ano será mais barata e mais recheada de produtos nacionais. “Com esse alto índice de desemprego, sem dúvida o consumo sofrerá uma retração e em Uberaba não será diferente. Entendemos que vai haver uma troca de produtos e a ceia será menos farta. As pessoas vão regrar um pouco, farão um ajuste no cardápio, mas não deixarão de comemorar e de adquirir os produtos que são desse momento”, afirma.
Conforme Matusalém, assim como ocorreu em 2014, os produtos mais procurados para compor a ceia de Natal continuam sendo panetone, peru, carne de porco, castanhas e bebidas em geral. “Produtos que estão diretamente ligados ao dólar, como as frutas secas importadas, tendem a ter um consumo menor este ano por conta do custo. Já os produtos nacionais, como peru, tender e as carnes suínas e bovinas, tendem a ter um consumo parecido com o do ano passado. A expectativa é um aumento mais significativo dos cortes suínos que estão com preços mais atrativos”, avalia. Os demais produtos que também compõem a ceia natalina não sofreram aumento drástico de preços, mas, para o dirigente, o Natal vai ser mais barato este ano não pelo aumento dos preços, e sim pela falta de dinheiro no mercado em razão do alto índice de desemprego, ou seja, em virtude da situação financeira das famílias.