Servidores de Uberaba da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) realizaram ato simbólico para melhores condições de trabalho e aumento salarial. O ato aconteceu em vários municípios do Estado, e em Uberaba os funcionários se vestiram de preto para demonstrar a insatisfação com o governo, que não realiza reajuste salarial há 10 anos.
Ivanilde Peres é servidora da Jucemg há 24 anos e, de acordo com ela, a categoria está unida e preparada caso seja necessário deflagrar greve. “A nossa principal reivindicação é quanto aos salários, há anos não há reajustes, nem mesmo o índice da inflação, enquanto isso o preços dos produtos aumentam. Nossos salários são baixos. Hoje, um servidor recém-contratado recebe em média R$1.200 para um trabalho de oito horas e sem previsão de benefícios, pois melhorias como quinquênio ou apostilamento não podem receber, apenas os funcionários antigos”, diz.
A servidora conta ainda que é preciso contratar novos trabalhadores. Hoje, na Jucemg de Uberaba, para atender à região existem apenas três servidores, sendo os demais trabalhadores terceirizados. Por isso, existe um sobrepeso de serviço, em algumas situações um mesmo funcionário deve realizar vários tipos de atribuições. Além disso, o grupo também pede a revisão do plano de carreira, que está defasado. “A Jucemg é modelo no país, sempre recebe premiações por isso. As Juntas de outros estados se espelham na nossa para realizar os serviços. Então, se somos destaque, por que os funcionários não são valorizados? Isto não acontece em São Paulo, por exemplo, uma defasagem de 130% no salário. E mesmo com essa dificuldade não deixamos de realizar o nosso dever, mas é preciso que o governo nos valorize”, relata Ivanilde.
Vale ressaltar que a manifestação realizada pelos servidores não exclui a possibilidade de a categoria também deflagrar uma greve, caso o governo do Estado não apresente nenhuma proposta de melhoria. “Estamos esperando o resultado, as atividades na Junta ainda estão normais e se a greve for deflagrada, os servidores de Uberaba vão aderir”, afirma.