Após pouco mais de três meses em greve, servidores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) decidiram pelo fim do movimento em reunião realizada ontem com a participação de mais de 50% dos grevistas. O retorno ao trabalho acontece no dia 26, com promessa do governo federal de negociar com a categoria em todo o país.
De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba (Sinte-MED), Mirtes Reis, as reivindicações dos profissionais não foram atendidas, mas a saída da greve se dá por exigência da presidente Dilma Rousseff, que garante só abrir negociação após o fim do movimento. O fim da greve foi uma decisão em nível nacional, ressalta. “Estamos saindo da paralisação, mas vamos permanecer em estado de greve e caso o governo não cumpra o prometido e negocie com a categoria, retornaremos ao movimento”, explica a coordenadora.
Desde o dia 18 de junho, mais da metade dos servidores da UFTM está em greve, garantindo apenas o atendimento de urgências, emergências e tratamento de doenças continuadas. Entre as principais reivindicações, segundo a coordenadora, estão a reposição salarial, já que estão há 10 anos sem aumento; a não-aprovação do Projeto de Lei 549, que determina o congelamento dos salários dos funcionários públicos por 10 anos e, ainda, a não-privatização dos hospitais universitários por meio da Medida Provisória 520, que, mesmo não sendo aprovada, foi encaminhada como projeto de lei.