Os funcionários do Departamento de Obras Públicas, cerca de 40, fizeram um protesto pelo corte de gratificação.
Servidores da Prefeitura Municipal de Veríssimo retomaram as atividades na quarta-feira (4), após um dia de paralisação. Os funcionários do Departamento de Obras Públicas, cerca de 40, fizeram um protesto pelo corte de gratificação em seus salários, paga há 12 anos.
Os mais de 200 funcionários que tiveram os salários cortados querem uma compensação pela perda, por entenderam que o valor final do contracheque já fazia parte da vida financeira de cada um. Também na quarta-feira, eles estiveram reunidos com o advogado do Sindicato dos Servidores Públicos Municiais para discutir a situação. Outra reunião estava marcada entre o prefeito e os vereadores da oposição, mas o encontro acabou não acontecendo.
O presidente da Câmara, Adalberto Luiz da Costa, e o vereador Gebeão Rodrigues Nascimento negam qualquer apoio da oposição ao corte da gratificação. Dos nove vereadores da Câmara Municipal, cinco integram a ala oposicionista. De acordo com eles, os funcionários não têm culpa de erros das administrações passadas e nunca agiram de má-fé. “Vamos tentar sensibilizar o prefeito quanto aos problemas enfrentados pelos funcionários que ficaram sem condições de pagar os compromissos assumidos”, disse Gebeão, afirmando que não vai concordar com atitudes como esta para reparar erros do passado. O presidente da Câmara quer encontrar uma solução, como oferecer um kit alimentação para amenizar a situação dos servidores que tiveram o corte da gratificação.
O prefeito, que estava em Uberaba em visita oficial à Gerência Regional de Saúde e ao Ministério Público, determinou o corte de gratificação paga há cerca de 12 anos, considerada ilegal pelo procurador-geral do Município, Geraldo Brasil, o que levantou a ira dos servidores. O jurídico da Prefeitura determinou que o pagamento de gratificações só seja realizado dentro da legalidade.
Segundo Luizinho do Doca, os funcionários recebiam um complemento salarial referente a 60 horas extras, fossem elas cumpridas ou não. “Só vamos pagar o que está realmente legal. Não vamos incorrer no mesmo erro de administrações passadas”, sentencia Luizinho, que pretende instituir o Plano de Cargos e Salários para resolver o problema de forma definitiva.