Previdenciários voltam ao trabalho na segunda, mas o atendimento será retomado na quarta-feira; sem negociação, médicos peritos mantêm movimento
Foto/Neto Talmeli
Diretora do Sindicato dos Previdenciários de Minas Gerais, Sandra Rafacho diz que servidores continuam mobilizados
Após cerca de 80 dias em greve, servidores do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) voltarão a trabalhar na semana que vem. Decisão foi tomada depois que a categoria aceitou a última proposta apresentada pelo governo federal. Por outro lado, médicos peritos continuam paralisados por tempo indeterminado, por falta de negociação.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Previdenciários de Minas Gerais (Sintsprev-MG), Sandra Rafacho, a greve foi suspensa nas agências de todo o país, inclusive em Uberaba, mas os servidores permanecem em estado de greve até que as reivindicações pertinentes à melhoria das condições de trabalho sejam atendidas. “Parte dos nossos pleitos foi atendida pelo governo, com a incorporação da gratificação de desempenho GDAE de 2016 a 2019; recuperação da inflação dividida em dois anos; manutenção dos concursos públicos; aumento do vale alimentação e do auxílio creche e devolução dos descontos feitos por causa dos dias parados. Com isso, entendemos que era o momento de suspensão da greve”, afirma.
Sandra informa ainda que foi aprovada a criação de uma comissão gestora dentro de cada unidade, com o objetivo de discutir as condições de trabalho oferecidas aos servidores em atendimento à sociedade. A comissão, formada por representantes da direção das agências e por servidores, tem o prazo de 12 meses para realizar as modificações necessárias.
A dirigente destaca que os servidores voltam a trabalhar nas agências na segunda-feira (28), mas o atendimento à população somente será iniciado na quarta-feira. Os trabalhadores realizarão serviços internos na segunda e na terça-feira, a fim de evitar a espera dos beneficiários do INSS por tempo além do necessário nas agências.
O delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Renato Miranda Marques, afirma que a categoria permanece paralisada, porque ainda não houve diálogo com o governo para negociação ou apresentação de contraproposta à pauta de reivindicações dos peritos, sendo a principal referente à melhoria das condições de trabalho. Nas 13 agências da Gerência Regional, 21 profissionais continuam em greve; os demais mantêm o mínimo legal de 30% do atendimento. Em Uberaba, 6 peritos aderiram.