CIDADE

Servidores do Judiciário Federal fazem greve por melhores salários

Os servidores do Judiciário Federal em Minas Gerais entraram em greve desde 31 de outubro por tempo indeterminado

Thassiana Macedo
Publicado em 10/11/2011 às 22:51Atualizado em 19/12/2022 às 21:26
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Servidores do Judiciário Federal, que compreende aqueles que atuam na Justiça Federal, Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e Justiça Militar em Minas Gerais, entraram em greve desde 31 de outubro por tempo indeterminado. Em Uberaba, a paralisação começou ontem na Justiça do Trabalho, 1ª, 2ª Varas e Foro, e hoje será a vez de os servidores da 3ª Vara do Trabalho e da Justiça Federal cruzarem os braços. O motivo  reivindica revisão salarial, condições adequadas de trabalho e valorização do Judiciário brasileiro.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal do Estado de Minas Gerais (Sitraemg), o movimento deve se estender por 20 Estados. A categoria não tem correção salarial há cerca de cinco anos e luta pela aprovação do Projeto de Lei 6.613/2009, que trata da revisão do Plano de Cargos e Salários. O plano permanece em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2009. O projeto foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Casa, aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) desde o ano passado e ainda terá de ser apreciado pelo Senado Federal antes de entrar em vigor.

Segundo a coordenadora regional do Sitraemg, Líliam de Oliveira, servidora do TRT em Uberaba, foram tomados todos os cuidados para que a paralisação dos trabalhos ocorra dentro das regras da lei de greve, para que não haja corte de ponto. Para isto, a orientação tem sido de que os servidores assinem lista de presença (ponto paralelo) específica no período em que estiver ocorrendo a paralisação.

Segundo nota do sindicato, “o Judiciário Federal conta com servidores altamente capacitados, formados em cursos de graduação, mestrado e doutorado. Porém, com os salários defasados, vêm sofrendo perdas expressivas em seu quadro, com a migração de funcionários para a iniciativa privada ou para outros órgãos do Executivo e do Legislativo que oferecem vencimentos mais vantajosos para as funções equivalentes às que exercem no Judiciário”. Além da dificuldade de aprovar o PL 6.613/09 na CFT da Câmara, a categoria pede ainda a inclusão da verba para implementação de parcelas do Plano de Cargos e Salários já no orçamento do ano que vem.

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