Uma audiência pública na Câmara de Vereadores está pré-marcada para maio
Ipsemg regional de Uberaba (Foto/Arquivo/Jairo Chagas)
Segurados estão insatisfeitos com o serviço prestado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) em Uberaba. Nas manifestações, os trabalhadores reclamam da quantidade insuficiente de médicos disponíveis e da defasagem do sistema em Uberaba na comparação com outras cidades-polo, como Uberlândia e Montes Claros. Essa situação será levada a uma audiência pública na Câmara Municipal no começo de maio.
Em entrevista à Rádio JM, nesta segunda-feira (20), Catarina Leopoldo, uma das líderes do movimento, expôs que a dificuldade maior encontrada pelos servidores é em relação à disponibilidade de médicos e especialidades. Em comparação a outras cidades, como a vizinha Uberlândia, e outras áreas, a prestação de serviços no Triângulo Sul está aquém do número de conveniados, que chega a 25 mil.
“Começamos a pesquisar cidades fora de Uberaba que são polos. Uberaba é a única cidade polo que não tem atendimento a contento do Ipsemg. Tem uma lista de 12 páginas de serviços prestados em Uberlândia e fazem até cirurgia plástica pelo Ipsemg. E várias pessoas saem daqui para consultar em Uberlândia. A pessoa sai, gasta com alimentação, com roupa, com tudo. Não é culpa dos médicos de Uberaba não, é inércia da regional de não correr atrás”, contou Catarina.
No entanto, a tabela de procedimentos, na teoria, é a mesma. Na visão da servidora, falta empenho do Ipsemg para regularizar a contratação de mais médicos e unidades. “Já fui a Belo Horizonte encontrar com o presidente do Ipsemg. Eles falam que vão resolver, dizem que os médicos daqui não querem se credenciar ao Instituto. Mas nada pode ser feito com a bunda sentada na cadeira, tem que buscar, ir atrás dos médicos”, ponderou.
“É um plano de saúde muito bom se for bem gerido na cidade. A exemplo de Uberlândia, de Juiz de Fora, de Divinópolis, de Montes Claros. E nós estamos documentando, pegando as listas de prioridades. Existem depoimentos chocantes. Como Uberaba é cidade polo, vêm usuários de outras cidades, e tem pessoas que ficam duas horas para marcar uma consulta. Para o exame médico, pessoas que precisam de exame de imagem, por exemplo, gastam dois meses de espera. Se a pessoa tem doença progressiva, no momento em que for atendida ela já progrediu mais. O que queremos é que Uberaba seja tratada com o mesmo respeito e igualdade”, finalizou Catarina Leopoldo.
Desta forma, foi solicitada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Uberaba para que o Instituto e as unidades hospitalares se apresentem e mostrem as dificuldades encontradas atualmente na manutenção dos serviços. Os vereadores Ismar Marão e Luciene Fachinelli, também à Rádio JM, avaliaram que é necessário abrir esse espaço de diálogo, de debates, para que seja encontrada solução para a insatisfação dos servidores. A princípio, a audiência será feita na primeira sexta-feira de maio (5).
Atualmente, são quatro hospitais credenciados com o Ipsemg na cidade. O Centro Integrado de Medicina Invasiva, o Hospital Beneficência Portuguesa, Hélio Angotti e Mário Palmério Hospital Universitário. A lista completa de prestadores de serviços do Instituto pode ser conferida neste link.
Em resposta aos questionamentos da reportagem, o Ipsemg rebateu as críticas e informou que publica periodicamente editais de credenciamento em todas as regiões do estado. Contudo, admitiu que há dificuldade de registrar profissionais em Uberaba. “Mesmo com a dificuldade de encontrar prestadores de serviço em algumas localidades, o Ipsemg continua envidando esforços para adequação da rede credenciada no município de Uberaba, bem como de todo o estado de Minas Gerais”, diz a nota.
Leia o comunicado completo, na íntegra: