CIDADE

Setor de transporte desenvolve estratégias para superar crise

Para o empresário Roberto Indaiá, que há 30 anos atua no setor de transporte, pequenas empresas, como a de sua propriedade, estão suportando a crise devido à criatividade.

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:29
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“Transportar no Brasil hoje está se tornando um leilão. As grandes empresas estão cobrindo preços das pequenas e médias companhias, para permanecerem no mercado”. A análise é do empresário Roberto Indaiá, que há 30 anos atua no setor de transporte.   Segundo ele, os fretes caíram aproximadamente 40%. O reflexo negativo tornou-se perceptível aos profissionais do segmento e aos empresários em 27 de dezembro do ano passado. Indaiá afirma que a retração de mercado “assustou” e muito as empresas de grande porte.   A concorrência desleal provocou a redução dos preços do setor. Para o consumidor isso pode ser bom, mas o impacto final pode desaguar na manutenção de empregos e na sobrevivência das empresas.   Entretanto, Roberto Indaiá afirma que as pequenas empresas, como a de sua propriedade, estão suportando as dificuldades devido à criatividade que emerge em épocas de grandes desafios. “Criamos outro nicho de mercado, mirando principalmente as cidades do interior”, diz.   Ele explica que em cada local há um profissional responsável por agenciar cargas. Antes de cada viagem é feito um contato que visa principalmente tornar a empresa conhecida e mais respeitada. Este tipo de propaganda na visão do empresário é eficaz e traz rápidas respostas.   Os tempos difíceis também impuseram outra realidade: a de evitar caminhões parados. Esta necessidade levou Roberto Indaiá a contratar cinco motoristas. “Felizmente na minha empresa não houve retração, afinal, sou totalmente adepto da frase: Se o caminhão parar o Brasil para”, reitera.   A crise econômica atual, no entender do profissional, não é pior que as vivenciadas nos Planos Cruzado e Collor. Para ele, atualmente, a internet permite às pessoas mais simples acompanharem as notícias do Brasil e assim, projetarem suas realidades de gastos e investimentos.   Como medida de reversão, o empresário afirma que o governo federal deveria fazer a lição de casa, reduzindo ainda mais as taxas de juros. Isso, em sua opinião, geraria competitividade. “Sou otimista, mas não existe doença que não deixe sequela. A crise é passageira”, analisa.   No entanto, Indaiá lamenta o fechamento de um supermercado previsto para o dia 1º de fevereiro sem, contudo, citar o nome do empreendimento.   “A concorrência imposta pelas grandes redes inviabilizou o funcionamento”, conclui.

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