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Com economia estabilizada e juros baixos, empresários verificam tendência de melhora no mercado
Depois de anos incertos, a situação do setor imobiliário, afetado pela crise econômica no país, começa a mudar e, mesmo que de forma singela, muitos empresários estão esperançosos, acreditando em dias melhores. No mercado de imóveis, muitos já perceberam sinais de avanços ainda no fim do ano passado e acreditam que a tendência de crescimento deve continuar ao longo deste ano.
De acordo com José Alberto Silvestre, empresário do setor imobiliário, apesar de 2018 ser ano de eleições, ele está esperançoso, uma vez que a economia se mantém estabilizada, os juros estão baixos e há uma tendência de melhora no mercado. “Acredito, também, que esta crise instalada é muito mais política do que econômica e, por isso, o que precisa ser resolvido são questões políticas, para que as coisas voltem para o eixo”, destaca.
Silvestre revela que já observou certa recuperação no fim do ano passado e neste ano a expectativa é de um avanço gradativo. Segundo ele, as pessoas estão percebendo que o imóvel é a opção mais segura de investimento, independente da situação econômica, inclusive, em tempos de crise. De acordo com Sandra Mara de Castro Blanco, também empresária do setor, embora seja comum o mercado se apresentar estagnado nos primeiros meses do ano, por conta do período de festas e férias, já é possível perceber mudanças na comparação com anos anteriores. “Tenho uma boa expectativa. Sei que não teremos um grande avanço, mas percebo uma tendência de melhora”, ressalta.
A empresária detectou que alguns investidores estão mais confiantes em razão da queda dos juros e já começaram a comprar mais. “Isso impacta no mercado e logo o setor de construção civil vai se encorajar a fazer mais lançamentos. É uma cadeia; sem demanda nada acontece”, completa.
Mercado de locações pode impulsionar novos negócios
Sandro Neves
Recuperação da economia e crescimento na locação de imóveis pode encorajar investidores a comprar propriedades para alugar
Em Uberaba, a expectativa de melhora tão aguardada por empresários do setor imobiliário deve ser notada de forma mais ágil nos aluguéis. De acordo com José Alberto Silvestre, empresário do ramo, neste momento deverá ocorrer uma repercussão maior na locação de imóveis, o que não depende de financiamentos ou questões ligadas ao governo, como a liberação de verbas.
Por isso, José Alberto Silvestre acredita que a tendência é de que a melhora nesta área seja mais rápida. Isso porque as instituições financeiras já começaram a baixar os juros, mas devem demorar algum tempo para repassar totalmente a queda da taxa Selic ao consumidor, o que a princípio pode desestimular a compra imediata de um imóvel.
Com relação à venda, o empresário explica que a situação é mais lenta, porém também já começa a dar sinais de recuperação. “Percebemos que as pessoas estão alugando mais. A locação é o que alavanca o mercado de venda, pois quando ela está positiva, os investidores voltam para o mercado de imóveis, o que começa a compensar, uma vez que o retorno é bom e seguro”, explica o empresário.
Por sua vez, a empresária Sandra Mara de Castro Blanco explica que a demanda no setor de compra de imóveis tem um efeito definitivo no segmento, impactando mais no setor. Contudo, a locação também tem a sua importância no mercado. “Se houver investimento nessa área, por exemplo, se as pessoas comprarem imóveis para alugar, com a economia se recuperando, a demanda por locação terá uma consequência positiva. É questão de tempo”, explica a empresária.