A coordenadora regional do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, diz acreditar que as escolas tentam coibir e minimizar as ações discriminatórias, mas reforça a necessidade de mais atividades de conscientização ao decorrer do ano, para que não sejam restritas apenas a esta época. “Ainda tem professores que fazem algum trabalho, mas isso deveria ser constante e não uma vez ao ano”, completa.
O diretor regional do Sinpro-MG, Marcos Gennari Mariano, por sua vez, destaca que a criança preconceituosa é vítima da família, que trouxe isso em sua formação. “Não dá para dizer que não existe. Infelizmente, a realidade é que nós precisamos enfrentar e desenvolver ações no sentido que os direitos humanos sejam cada vez mais legítimos e respeitados. Até porque a cultura traz para a sociedade os padrões pré-definidos e, infelizmente, esse padrão é da cultura branca. Isso tem que mudar, mas esse é um processo e a educação tem responsabilidade muito grande para desenvolver essa mudança da realidade que foi colocada no nosso país e na humanidade”, finaliza o diretor do Sinpro.