Reforma trabalhista entra em vigor hoje e grupos realizaram protesto em todo o país. Em Uberaba, a ação foi organizada pelo Fórum dos Trabalhadores (FTU), que reúne mais de 20 sindicatos. O grupo esteve na porta de empresas, em instituições e no calçadão da rua Artur Marchado, distribuindo panfletos para divulgar as perdas com a reforma.
De acordo com Marcos Mariano, membro do FTU, a ação de ontem foi positiva. “Percebemos que o trabalhador está indignado com essa legislação, que retira diretos e conquistas alcançadas. Ao mesmo tempo, ele se mostra com força muito grande para mudança”, afirma. Marcos explica que a orientação das centrais sindicais é para que as ações sejam conduzidas em duas frentes. A primeira, de forma mais imediata, é para que nas negociações os trabalhadores não aceitem as questões relacionadas à lei, incluindo nas pautas de reivindicações cláusulas para que a lei não seja contemplada. A segunda frente é política. A ideia é eleger representantes políticos que compreendem os danos da reforma e possam revogá-la. “Vamos renovar o Congresso Nacional”, destaca Marcos.
Além da reforma trabalhista, as ações realizadas nesta sexta-feira também tiveram o propósito de reivindicar que a reforma da Previdência não seja aprovada. “As atividades continuam com greves, manifestações, denúncias, atos jurídicos contra a reforma trabalhista e chamando a população para que não permita o fim da aposentadoria, a reforma da Previdência, que pode acabar com direito dos brasileiros de ter uma previdência pública”, explica.