Recentemente, sete agências oficiais dos Correios na região foram assaltadas
Foto/Neto Talmeli
Agência central dos Correios foi assaltada no último dia 16 de julho, quando foram levadas armas do local
Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect-URA) cobra, mais uma vez, segurança nas agências dos Correios. Nesta semana, mais uma foi assaltada e desta vez trata-se de estabelecimento franqueado que fica na avenida da Saudade. E por isso o sindicato pede reforços, pois os serviços realizados pelos Correios se assemelham aos de banco, locais que as pessoas usam para pagar contas e fazer depósitos.
Recentemente, sete agências oficiais dos Correios na região foram assaltadas. De acordo com o presidente do Sintect-URA, Wolnei Cápolli, mesmo os Correios realizando serviços de bancos, pouco foi feito para segurança nas unidades. Várias agências não contam com segurança armada, porta giratória, detectores de metais, enfim, medidas que impeçam a criminalidade. “Os trabalhadores estão à mercê desta situação, estamos pedindo melhores condições de trabalho. Mas, da forma que a empresa vem tratando o assunto, estamos vislumbrando situações trágicas”, afirma.
Wolnei destaca que a situação já foi repassada à direção dos Correios, com reuniões nacionais e locais. Além de reforços na segurança, a categoria pede apoio psicológico e de assistência social para os trabalhadores que foram vítimas dos assaltantes. “Uma das nossas reivindicações neste período de data-base é justamente isto, não apenas melhores condições de trabalho e aumento salarial, como também a segurança”, afirma o sindicalista.
A categoria está em período de negociação salarial. Segundo Wolnei, já foram realizadas algumas reuniões entre a direção dos Correios e o sindicato. “Esta é a terceira semana de negociação e sem avanços. Eles se recusam a aceitar nossas reivindicações, estamos discutindo, mas não fecham nenhum acordo, e isso tem deixado a categoria preocupada, e não vemos alternativa a não ser uma possível greve. As negociações seguem até o início de setembro e, no dia 15 do mesmo mês, vamos realizar assembleia, quando pode ser aprovada greve”, finaliza.