Os sindicalistas apontaram condutas ilícitas envolvendo alguns membros da Associação dos Motoristas Auxiliares e Arrendatários de Táxi de Uberaba, o que motiva a categoria no sentido contrário à liberação de placas para eles. Entre as acusações figuram direção perigosa, direção sob efeito de álcool e ameaça com arma de fogo.
O taxista sindicalizado Ernando Alves Pereira lembrou que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada 1.400 habitantes é liberada uma permissão. “Portanto, em Uberaba deveriam ser 210 permissões, sendo que nós temos 213. Ou seja, nós já temos um número maior”, afirmou.
João Gilberto Rezende trabalha há 30 anos como taxista e revelou desapontamento da classe com o prefeito Paulo Piau. “Nós votamos no prefeito, na última eleição e acho que, se aprovada, a medida será ‘um tiro no pé’. Se o secretário Wellington Cardoso conseguir essa aprovação, será um trabalho realizado contra ele [Piau]. Estamos chegando à época de eleição e ele poderá perder muitos votos, porque a classe é grande”, aconselhou.
A categoria afirmou ainda que está sendo chamada de ‘empresários’, mas disse que é composta, em sua maioria, por famílias que possuem permissão há muitos anos. “Na reunião, a gente pôde comprovar isso. São pessoas que estão há muito tempo trabalhando na área, são taxistas com mais de 70 anos, que passaram a permissão para os filhos e netos continuarem na profissão”, pontuou o taxista.