Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Purificação de Água e Esgoto de Uberaba (Sindae) não aprova terceirização de serviços do Codau. Segundo o presidente do sindicato, Jasminor Francisco da Costa, a medida é desnecessária. Basta a autarquia investir nos funcionários, com melhorias salariais, equipamentos de qualidade e a realização de concurso público.
Os sindicalistas não concordam com o posicionamento do prefeito Anderson Adauto, que, em entrevista à Rádio JM, afirmou estudar a possibilidade de terceirizar o atendimento em caso de vazamento de água e esgoto, bem como medição. Segundo Jasminor, os servidores do Codau dão conta do trabalho, mas é preciso investir nos próprios funcionários.
“Vestimos a camisa do Codau, mas às vezes não é possível realizar o serviço, pois não temos equipamentos necessários. As ferramentas estão ruins e não é de primeira linha. E a culpa não é do servidor. Se comprar os equipamentos de qualidade, irá, com certeza, prestar um ótimo serviço à população. Além disso, faz mais de oito anos que não é realizado um concurso público no Codau. Se pagasse um salário melhor, não seria preciso entregar o Codau a empresa nenhuma. Damos conta do serviço”, sentencia Jasminor, reafirmando que o sindicato é contra a terceirização.
Ainda segundo o presidente do Sindae, com a terceirização, o sindicato deve enfraquecer. “É isso mesmo que o prefeito quer. Durante as negociações da categoria com o Codau no ano passado, o Anderson deu um jeito de contratar funcionários e, agora, quando apresentamos uma nova pauta de reivindicações, ele anuncia a terceirização”, lembra.
Do ponto de vista legal, o advogado do Sindae, Frederico Fortes Ferreira, esclarece que ainda é preciso tomar cautela quanto ao pronunciamento do prefeito sobre a possibilidade de terceirização. “O sindicato ainda não foi comunicado de forma oficial. Trata-se de uma possibilidade, mas entendemos que isso não tem legalidade. Como terceirizar um serviço de uma empresa que existe para a realização daquelas atividades. Isso não é legal”, explica Frederico, questionando como o Codau tem recursos para terceirizar serviços, mas não tem para investir no servidor.