Categoria de servidores públicos federais da UFTM definiu após assembleia o início de uma greve por tempo indeterminado
Categoria de servidores públicos federais da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) definiu após assembleia, realizada no dia 10, o início de uma greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (17). Como o hospital fechará as portas para o atendimento, o Sinte-MED comunicou, com antecedência mínima de 72 horas, Secretaria de Saúde, Samu, Corpo de Bombeiros, Ministério Público e polícias Militar e Civil.
De acordo com a coordenadora-geral da entidade, Simea Aparecida de Freitas, o objetivo é fazer com que os órgãos se organizem para receber pacientes e realizar exames, a fim de que os servidores possam fazer a greve sem prejudicar a população. “É uma greve nacional, de todas as universidades públicas e é por tempo indeterminado. Começamos no dia 17 e assim que o governo atender às nossas reivindicações, sairemos da greve, voltando a trabalhar normalmente”, destaca.
Entre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, tema que já está na pauta desde a última greve em 2012 e que não foi atendida, e o consequente aumento de turnos de atendimento no Hospital de Clínicas. Além disso, a categoria quer a realização de concurso público, tanto para suprir as atuais necessidades do hospital quanto de toda a universidade, bem como pagamento de insalubridade, fornecimento de materiais básicos, como medicamentos, e equipamentos. Em nível nacional, a categoria exige o aprimoramento da carreira, o cumprimento integral do acordo da greve de 2012, reconhecimento dos cursos de mestrado e doutorado fora do país, entre outros.
Simea lembra que o período de 17 a 19 de março representa dias nacionais de luta dos profissionais da educação básica, assim, no primeiro dia haverá três ciclos de debates sobre o tema com sindicatos representativos da categoria de profissionais do Estado, do município e das instituições particulares. No dia 18 acontecerá uma assembleia pública no calçadão da Artur Machado, às 16h, e à noite a categoria segue para um ato em Brasília (DF).