Para o presidente do Sindicomércio, Marcelo Carneiro Árabe, o período do Natal é a época que mais impulsiona as vendas no comércio, seguido pelo Dia das Mães
O final do ano é a data mais importante para o comércio em todo o país e as contratações temporárias são esperadas em todos os setores. O período é uma ótima oportunidade para a entrada no mercado de trabalho, com possibilidade de efetivação no emprego. Porém, o ano de 2014 apresentou retração e a expectativa é de muita cautela para 2015. É o que revela pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Uberaba.
Para o presidente do Sindicomércio, Marcelo Carneiro Árabe, o período do Natal é a época que mais impulsiona as vendas no comércio, seguido pelo Dia das Mães, o que favorece as contratações temporárias. “Mas houve retração nas atividades do comércio ao longo de todo o ano, e estas não vêm crescendo conforme as previsões. Por isso, em torno de 67% dos empresários uberabenses vão contratar temporários. Desse percentual de contratantes, cerca de 60% vão contratar praticamente o mesmo número de funcionários ou somente 10% a mais em relação ao ano passado”, frisou.
Árabe ressaltou ainda que menos da metade dos empresários uberabenses deve efetivar os trabalhadores temporários contratados neste ano. “Em torno de 45% dos empresários vão contratar cerca de 10% dos temporários, porque normalmente quando se contrata esse tipo de funcionário, em alguns casos é possível efetivá-los na empresa. Por exemplo, se o empresário contratava 10 temporários, agora vai efetivar somente um. Ou seja, neste ano teremos uma margem muito pequena de efetivos”, alertou.
O dirigente do Sindicomércio afirmou ainda que o principal motivo foi a retração econômica sentida pelo comércio em razão da Copa do Mundo e do endividamento dos consumidores. “Isso também se deve à dificuldade de contratação por conta da falta de capacitação e de qualificação do funcionário, e falta de planejamento das contratações para o Natal em razão da expectativa negativa nas vendas. Para não onerar muito seu orçamento, o empresário atende só com o temporário e depois dispensa para não ter uma despesa a mais, em virtude da retração nas vendas”, esclareceu Marcelo Árabe.
Na relação do número de contratações com o de demissões, o dirigente destacou que o saldo positivo de trabalhadores empregados neste ano foi 43% menor em comparação com o índice apresentado em 2013. “Não foi negativo, mas também não foi como esperávamos”, lembrou. Segundo ele, as expectativas para o ano que vem também não são positivas tanto para o setor de serviços quanto para o comércio. Por isso, ele recomenda cautela.