Foto/Arquivo
Mototaxistas realizam levantamento para definir tarifa única a ser praticada por toda a categoria
Sindicato dos Mototaxistas de Uberaba (Sindomoto) elabora questionário para definir preços de corridas e demandas relacionadas à atividade. As perguntas foram repassadas aos mototaxistas há alguns meses, e na próxima semana a conclusão será apresentada à Secretaria de Defesa Social e Trânsito.
A falta de padronização dos preços das corridas de mototáxi em Uberaba está incomodando a população e também gera problemas ao profissional. Apesar de existir um valor preestabelecido para o serviço, ele está defasado, considerando que o cálculo ocorreu há quatro anos. Assim, o sindicato quer ouvir a categoria sobre o valor que considera mais justo.
“Essa situação já foi repassada ao poder público anteriormente. Encaminhamos planilhas, realizamos reuniões, mostrando que os valores precisam ser revistos. Agora voltamos ao assunto e cada profissional opina sobre o valor que acha mais adequado. No questionário colocamos quatro opções, uma no valor de R$10 a corrida, a outra de R$10 a R$12, a terceira acima de R$12, e a última indica que ele não concorda com nem um desses e sugere outros valores”, explica o presidente do Sindomoto, Nivaldo Pereira. Esse levantamento está sendo realizado desde o início do ano e, na próxima semana, o resultado será divulgado. Segundo Nivaldo, ainda não é possível antecipar a opção mais escolhida, pois restam questionários a ser entregues. O resultado também será apresentado à secretaria.
Além de tratar do preço da corrida, o questionário também aborda a necessidade de que seja estabelecida uma legislação própria para as centrais de mototáxis e, ainda, sobre a fiscalização de clandestino. “Queremos que esse trabalho envolva outros órgãos de segurança, não apenas a Guarda Municipal, pois existem situações em que o clandestino é abordado em blitz da Polícia Militar, por exemplo, e apenas é conferida a documentação do veículo e do condutor, e seria bom se também verificassem os documentos sobre o exercício da profissão”, revela o sindicalista.