Atendimentos subiram entre janeiro e abril, acompanhando comportamento esperado para esta época do ano
Com a chegada do período mais frio e seco do ano, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Regional José Alencar Gomes da Silva, em Uberaba, já registram aumento na procura por atendimentos relacionados a sintomas gripais e síndromes respiratórias nos primeiros quatro meses de 2026. Segundo a Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela gestão das unidades, o crescimento é considerado esperado para esta época do ano e, até o momento, não há registros de sobrecarga ou aumento de casos graves com necessidade de internação.
Os dados das UPAs Mirante e São Benedito mostram elevação gradual nos atendimentos por infecção aguda das vias aéreas superiores entre janeiro e abril. A SEU esclarece que as unidades registram casos suspeitos, enquanto a confirmação de diagnósticos como dengue e influenza fica a cargo da Secretaria Municipal de Saúde.
Na UPA Mirante, os atendimentos por infecção aguda das vias aéreas superiores passaram de 209 em janeiro para 276 em fevereiro e 312 em março. Em abril, no levantamento parcial, já eram 256 registros. Os casos suspeitos de dengue também apresentaram alta, com 183 em janeiro, 204 em fevereiro, 335 em março e 260 em abril.
Já na UPA São Benedito, os atendimentos por síndromes respiratórias foram ainda mais expressivos: 285 em janeiro, 401 em fevereiro e 426 em março. Em abril, o número parcial chegou a 331 registros. Os casos suspeitos de dengue foram de 170 em janeiro, 185 em fevereiro, 321 em março e 247 em abril.
Segundo a SEU, esse aumento acompanha o comportamento sazonal já esperado neste período do ano, quando as temperaturas mais baixas e o clima seco favorecem a circulação de vírus respiratórios.
No Hospital Regional, o reflexo também aparece principalmente na pediatria. Entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 12.967 atendimentos infantis, sendo 4.968 relacionados a vírus respiratórios. Apenas em março, foram 4.729 atendimentos pediátricos, dos quais 1.946 estavam ligados a doenças respiratórias. Em abril, até o dia 22, já eram 3.140 atendimentos, com 1.347 casos respiratórios.
Em relação ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente importante entre crianças pequenas, houve um caso registrado no período analisado. A instituição também informou que não há aumento de casos graves ou necessidade relevante de internações associadas às síndromes respiratórias.