CUIDADO

Síndromes respiratórias já levaram 483 pacientes à internação e causaram 11 mortes em Uberaba

Dados da SES-MG mostram pico de hospitalizações em junho, com maior vulnerabilidade entre crianças pequenas e idosos

Joanna Prata
Publicado em 14/07/2026 às 11:25
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A circulação de vírus respiratórios continua pressionando a rede de saúde em Uberaba. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), atualizados até 5 de julho, apontam que o município registrou 483 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizadas em 2026. O levantamento também contabiliza 11 mortes relacionadas aos casos. 

O pico das internações ocorreu na 24ª semana epidemiológica, entre os dias 8 e 14 de junho, quando foram registradas 37 hospitalizações, período que coincide com a intensificação da circulação de vírus respiratórios durante o inverno. 

Entre os casos hospitalizados, a maior parte foi classificada como SRAG não especificada, com 182 registros. Outros 182 casos foram atribuídos a outros vírus respiratórios, enquanto 57 pacientes tiveram confirmação para influenza e seis para Covid-19. 

A predominância de casos classificados como não especificados pode estar relacionada à ausência de identificação laboratorial do agente causador em parte das internações. Isso pode ocorrer quando não há coleta de exames, quando o teste é realizado fora do período ideal ou quando o vírus não é identificado pelos métodos disponíveis. 

Os dados também mostram que os extremos de idade são os mais vulneráveis às formas graves das doenças respiratórias. Entre os hospitalizados, 54 pacientes tinham 80 anos ou mais, 53 eram crianças com até 2 anos, 50 tinham entre 2 e 4 anos, além de 44 pacientes de 60 a 69 anos e outros 44 entre 70 e 79 anos. 

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é a forma mais severa de uma infecção respiratória causada por vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), Covid-19 e outros agentes. O quadro provoca sintomas intensos, como febre, tosse, falta de ar e queda da oxigenação do sangue, podendo evoluir para pneumonia e insuficiência respiratória. Quando há comprometimento da capacidade de respirar ou necessidade de suporte com oxigênio, o paciente precisa ser hospitalizado e, nos casos mais graves, pode necessitar de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações.

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