Comunidade do Morada Du Park reclama de transtornos causados por obra em andamento no bairro. Há cerca de três anos está sendo construído na região um residencial e as pessoas que moram próximo ao canteiro de obras estão tendo problemas. Em alguns cruzamentos da rua Alberto Juliano de Almeida não existe mais asfalto, apenas terra, o que gera muita poeira e a situação fica pior neste período de tempo seco e ventos fortes.
De acordo com a cabeleireira Renata Angélica Borges, que mora perto do local, a situação está insuportável. Durante todo o período da obra a comunidade vem convivendo com muita sujeira e poeira, mas piorou recentemente, com uma intervenção que foi realizada há mais de uma semana do lado de fora da obra. “Há todo momento caminhões de terra circulam pelas ruas do bairro e deixam muita sujeira, mas essa situação até que compreendemos, pois para construir algo a terra faz parte. O problema é que fizeram intervenções no esgoto, provavelmente para ligação da rede no residencial, e em dois cruzamentos destruíram o asfalto, mexeram no esgoto e deixaram na terra”, explica a moradora.
E é justamente essa terra que está incomodando a comunidade. A poeira tomou conta. Segundo Renata, os filhos estão sempre doentes, com problemas respiratórios, a casa nunca está limpa, e se a situação já é ruim neste período seco e com ventos fortes, fica ainda pior em dias de chuva, formando um verdadeiro lamaçal. “Não é a primeira vez que isso acontece, há mais ou menos um ano fizeram os primeiros buracos para intervenções no esgoto e, assim como agora, também asfaltaram. Depois que reclamei bastante, jogaram pedra brita para amenizar a situação, e agora o problema volta a se repetir, além da terra, ainda estragaram o meu passeio”, afirma.
Renata revela também que já procurou a construtora responsável, a Prefeitura e também o Codau, devido à intervenção no esgoto, mas não obteve resultado. “Não sei mais o que fazer, já são três anos de obra e, pelo que posso perceber, ainda deve durar por mais um ano. Sei que alguns transtornos são inevitáveis, mas acredito que podemos conviver em boa vizinhança até que as atividades sejam concluídas”, finaliza.
De acordo com informações repassadas pela construtora responsável, o serviço realizado do lado de fora do canteiro, para ligação de esgoto, foi promovido por uma empreiteira contratada pela empresa e também pelo Codau. Essa empreiteira foi acionada para que o asfalto seja refeito e a previsão para realização deste serviço é de uma semana. Entretanto, para atender à comunidade neste momento, amenizar os incômodos com a terra até que o asfalto seja feito, serão colocadas pedras brita, evitando a poeira.