Fernanda Borges
Geladeiras com vacinas foram desligadas no fim de semana e ontem foram levadas à UPA São Benedito
Doses para imunização contra várias doenças foram transferidas da Central de Vacinas, localizada ao lado da unidade de saúde do bairro Abadia, para a Unidade de Pronto-Atendimento do São Benedito. No fim de semana a central foi invadida duas vezes. No sábado furtaram a bateria do gerador de energia e no domingo foram desligados todas as geladeiras e ar-condicionado. Diante da situação e com a suspeita de sabotagem, a Secretaria de Saúde transferiu todas as doses para local mais seguro.
O secretário de Saúde, Fahim Sawan, disse que ficou surpreso com a situação e também bastante preocupado, pois fatos como este vêm se repetindo em prédios públicos que abrigam setores da Saúde, como aconteceu no início do ano no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e há poucos dias na Unidade de Pronto-Atendimento do Parque do Mirante, quando foi roubado um forno micro-ondas.
No caso da Central de Vacinas, segundo Fahim, a primeira vez que tentaram invadir, no sábado, os alarmes tocaram e os invasores se assustaram, mas pouco tempo depois voltaram e levaram a bateria do gerador de energia.
No domingo à tarde houve mais uma invasão, segundo Fahim, entraram no local e desligaram as geladeiras e ar-condicionado, desconectando as tomadas, e sem sinais de arrombamento. Levaram também um computador, comprado recentemente para controle das doses. “É uma situação lamentável, se realmente existe algum tipo de sabotagem, a pessoa está agindo contra a população. Imagine se tivéssemos perdido essas vacinas, seriam mais de três mil doses de tipos como a H1N1 e poliomielite. Por sorte isso não aconteceu, a técnica da central pôde comprovar, através do aferidor, que a temperatura das geladeiras não caiu a ponto de perder o estoque”, explica o secretário, ressaltando que ontem mesmo, com a ajuda da Secretaria de Infraestrutura, foi feita a transferência das vacinas para UPA São Benedito, um local mais seguro e que está em funcionamento durante 24 horas.
Já com relação à ausência de um vigilante, Fahim revela que foi instaurado inquérito administrativo para apurar os motivos pelos quais o vigilante não estava no local. “Não é a primeira vez que discutimos a segurança nestes locais. É preciso formar uma brigada da Guarda Municipal para proteção do patrimônio público. Esta é uma solicitação do prefeito Paulo Piau, e acredito que isso já está sendo feito. Porém, é preciso que as pessoas se conscientizem, pois quando danificam locais públicos, geram desconfortos a toda população”, afirma Fahim, lembrando que a policia também está investigando o caso.