CIDADE

Taxistas realizam manifestação por mais segurança na profissão

Em carreata e com fitas pretas em sinal de luto, a categoria percorreu várias ruas da cidade, passando pela praça Rui Barbosa, seguindo até o Centro Administrativo da Prefeitura

Thassiana Macedo
Publicado em 07/04/2015 às 15:57Atualizado em 17/12/2022 às 00:40
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Fot Fernanda Borges

Taxistas de Uberaba realizaram ontem manifestação por mais segurança. Em carreata e com fitas pretas em sinal de luto, a categoria percorreu várias ruas da cidade, passando pela praça Rui Barbosa, seguindo até o Centro Administrativo da Prefeitura. Um grupo se reuniu com o prefeito Paulo Piau. O objetivo do ato foi protestar contra morte do taxista José dos Santos Marques Barbosa, 62 anos, vítima de latrocínio no feriado de sexta-feira (3).

Segundo o proprietário de cooperativa de táxis da cidade, Márcio Borges, uma pauta variada foi levantada para que casos como o da semana passada possam ser evitados. “Quanto à segurança, queremos apoio para que seja aprovado um projeto de lei que prevê a utilização de câmeras dentro dos veículos. Queremos que a Guarda Municipal possa, por exemplo, nos dar mais apoio durante as festas noturnas. Há ainda o problema dos clandestinos, que hoje chegam a quase 100 em Uberaba. Precisamos de apoio da PM ou da Guarda Municipal para que, assim que alguém solicitar um carro clandestino, eles possam dar apoio a nós na hora”, afirma.

Para o taxista, as câmeras com imagens em tempo real e monitoradas por uma central poderão inibir ações de criminosos, como já ocorre no comércio. Porém, a questão está emperrada na Câmara Municipal. Ele também chama a atenção para a necessidade da utilização de rastreadores nos carros.

Márcio Borges ressalta que o problema com a segurança é antigo, mas de uns tempos para cá a situação vem se agravando de maneira significativa. “Na semana passada, por exemplo, nós tivemos pelo menos 10 assaltos a taxistas, com uma morte. Só que não comunicamos todas as ocorrências porque teremos que ir para a Aisp, que demora quatro horas para fazer o registro, fora as vezes que prendem o carro e só podemos tirar no outro dia. A estatística é baixa porque evitamos este transtorno. Perdemos mais tempo de trabalho quando acionamos o 190, embora sejamos muito bem atendidos. Por isso, pedimos mais agilidade no atendimento”, destaca.

O prefeito Paulo Piau ressalta que, quanto ao aspecto preventivo da segurança, a categoria tem razão quando cobra ações de fiscalização dos clandestinos. “Isso é responsabilidade da Prefeitura e, mais do que isso, é preciso mudar a legislação para colocar equipamentos de segurança nos próprios veículos, como as câmeras, e nós assumimos estes compromissos com eles”, afirma o prefeito, ressaltando que também já solicitou audiência com o governador Fernando Pimentel para levar demandas como gasoduto e efetivos das polícias Militar e Civil.

Amanhã, às 11h, um grupo de taxistas vai se reunir com representantes da segurança pública, como o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Waldimir Soares, e com o secretário Wellington Cardoso, da Settrans, para discutir projetos pertinentes à melhoria da segurança dos profissionais, bem como medidas para combater o exercício clandestino da profissão na cidade.

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