Com as alterações climáticas, os que sofrem de problemas respiratórios e alergias acabam sentindo “na pele” o resultado do tempo seco. Crises de espirro, tosse e secreção nasal são alguns dos problemas acarretados. Com isso, muitos evitam os consultórios, mas buscam nos balcões das farmácias a solução. Medicamentos, principalmente de uso nasal, que não carecem de receita em sua maioria, acabam sendo a procura certa daqueles que sentem dificuldade de respirar.
Entretanto, o consumidor que pratica a automedicação tem sentido no bolso. O Jornal da Manhã entrou em contato com Fernando Xavier, empresário do ramo farmacêutico, que disse que a procura por esse tipo de medicação é algo esperado nessa época do ano e que as farmácias já se preparam, na medida do permitido, para lidar com a demanda.
No que tange às reclamações do uberabense acerca dos preços, Xavier explica que a diferença de valores sentida pelo consumidor não acontece devido a aumento de preço da medicação, mas sim, diminuição dos descontos ofertados.
“O preço dos medicamentos é regulado pela CMED [Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos], nós [farmácias] recebemos a tabela que é feita por eles e precisamos seguir o que é estipulado. O que acontece é que, por falta de insumos, dificuldade de conseguir aquela medicação ou outros motivos, os descontos dados ao consumidor têm sido menores. Então na hora de pagar, o cliente paga um valor maior do que ele pagava antes, mas não porque o preço subiu e sim porque o desconto diminuiu”, explica Xavier.
Questionado sobre como o mercado farmacêutico tem lidado com a escassez de insumos e a dificuldade na obtenção de certos medicamentos, Xavier conta que há um diálogo direto com médicos para que seja receitado ao paciente remédios igualmente eficazes, mas com disponibilidade no mercado. "Uma vez que o fornecedor não tem a medicação, não há o que fazer. É pedido para que os médicos receitem similares ou deem opção para seu paciente, porque o paciente também não pode ficar sem fazer uso do remédio", diz.
O empresário conta que entre os remédios que têm aparecido cada vez menos nas prateleiras “estão os antialérgicos, antibióticos infantis, xaropes para tosse e soro fisiológico”. E que "às vezes aparece um, some o outro. Está uma verdadeira dança”.