Terceirização dos espaços comerciais da praça da Abadia no período da festa da padroeira está gerando gritaria geral por parte de comerciantes, que reclamam da falta de organização
Terceirização dos espaços comerciais da praça da Abadia no período da festa da padroeira está gerando gritaria geral por parte de comerciantes, que reclamam da falta de organização e do alto preço cobrado pelo metro quadrado e até denunciam irregularidades nas transações. Segundo um comerciante, que prefere ter sua identidade preservada, no ano passado o metro quadrado custava R$200, este ano subiu para R$350, um aumento de 75%.
Outros comerciantes reclamam que os espaços foram mal divididos e que alguns não sabem onde colocar as barracas, sem qualquer tipo de orientação. Outro vendedor disse que tentou pagar adiantado ao responsável pelo espaço reservado para sua barraca. Porém, ao depositar na conta, o nome era de outra pessoa. Uma denúncia anônima feita ontem ao Jornal da Manhã aponta um possível superfaturamento, devido ao preço cobrado dos comerciantes pelo responsável da área terceirizada da praça, Luiz Antônio Ricardo, conhecido como Baiano, que foi preso recentemente portando passaportes falsos.
Conforme já divulgado pelo Jornal da Manhã, a decisão de terceirizar a área foi tomada pelo padre Antônio Francisco Jacaúna Neto, antes de deixar o Santuário e se mudar para Uberlândia. À época da publicação, o coordenador social do evento, Nelson Eduardo Parolini, explicou que a medida veio livrar a Igreja de transtornos causados pelo setor. “A princípio é uma preocupação a menos que a Igreja tem em correr atrás de barraqueiros e, também, para evitar contratempos como cheques devolvidos. Então, estamos terceirizando e vamos receber antes de começar a festa. Quem arrendou vai se encarregar da organização”, explicou.
Procurado pela reportagem, para esclarecer mais sobre o assunto, o padre Jacaúna ressaltou que não poderia se posicionar, já que não responde pelo Santuário. A reportagem tentou buscar mais informações com o atual pároco, o padre Adriano José dos Santos. A princípio, ele disse que não iria se posicionar sobre o caso, tendo em vista que a negociação ocorreu durante a permanência do antigo padre.