Trabalhadores da Fertilizantes Heringer em Uberaba iniciam hoje greve coletiva na empresa. Processo atende deliberações da assembleia geral realizada no dia 3 deste mês. Categoria reivindica aumento e equiparação salarial, melhorias na estrutura física da empresa, entre outras demandas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação de Álcool, Plásticos, Cosméticos, Fertilizantes, Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), cerca de 150 trabalhadores buscam, com este ato, demonstrar para a direção da empresa que algo tem que ser feito e de forma emergencial.
Neste sentido, os trabalhadores exigem aumento real de salários de 3% para cada ano trabalhado, com a garantia mínima de 10%; equiparação salarial; investimentos nas estruturas físicas, tais como banheiros, ventiladores, exaustores, iluminação, cobertura (telhados), qualidade das refeições ofertadas no restaurante, entre outras medidas que proporcionem um ambiente seguro de trabalho; rodízio na função de moega - máquina cujo trabalho contínuo acarreta danos à saúde, bem como auxílio educação.
De acordo com Maria da Graça Carriconde, presidente do Stiquifar, este processo é resultante de constantes dificuldades de negociação encontradas nos últimos três anos junto à Heringer. “Em momento algum a direção da empresa demonstrou sensibilidade em resolver as demandas reivindicadas pelos trabalhadores, desta forma, utilizaremos o instrumento radical de processo de greve, direito garantido a todos os trabalhadores em nossa constituição. Importante informar que a Fertilizantes Heringer, nos últimos 12 anos, dobrou de tamanho, passando de 15 para 25 unidades em todo território nacional. Este crescimento vem sem nenhum reconhecimento e valor ao patrimônio maior de qualquer empresa, o ser humano.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Fertilizantes Heringer para buscar um posicionamento sobre a greve. No entanto, a empresa preferiu não comentar o caso.