CIDADE

Trabalhadores dos Correios podem deflagrar greve no próximo dia 26

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) devem se reunir nos próximos dias, em todo o país, para deliberar sobre a greve nacional da categoria

Letícia Morais
Publicado em 11/04/2017 às 07:25Atualizado em 16/12/2022 às 14:03
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Foto/Arquivo

Líder sindical Wolnei Capoli conta que a empresa tem optado por realizar um trabalho de demissão de pessoal

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) devem se reunir nos próximos dias, em todo o país, para deliberar sobre a greve nacional da categoria, a partir de 22h do dia 26 de abril.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba (Sintect-URA), Wolnei Capoli, a expectativa é de que ainda essa semana seja realizada uma assembleia na cidade. “Vamos confirmar esse posicionamento afirmativo para a greve com a nossa categoria em assembleia, mas os trabalhadores já se posicionaram a favor dessa paralisação. Nós não queremos é abrir mão daquilo que conquistamos nas mesas de negociações”, pontua.

Wolnei destaca que há algum tempo a empresa tem optado por realizar um trabalho de demissão de pessoal, especialmente dos funcionários que estão aposentados. “Os trabalhadores de Correios hoje são uma categoria totalmente adoecida, com lesões nos joelhos, tornozelos e na coluna. Não conseguimos mais prestar o bom serviço que sempre apresentamos para a comunidade, muito disso em função das não-contratações”, avalia.

O líder sindical argumenta dizendo que a empresa não tem tentado melhorar a situação dos trabalhadores. “Tínhamos 130 carteiros e hoje temos pouco mais de 70, sendo que a cidade cresceu muito. Precisaríamos ter o dobro do que temos. Se não me engano, existem 14 bairros na cidade que não são atendidos, isso é falta de pessoal”, garante.

Consequências da paralisação. A possibilidade de greve dos trabalhadores gera uma insegurança na comunidade e os impactos negativos não são descartados pela categoria. “Assim como serviços essenciais, temos que manter um quantitativo mínimo para que a gente não impacte de forma tão violenta a sociedade”, finaliza.

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