Foto/Reprodução/rede social

Vanessa Gomes Silva disse que não tinha outro caminho, que não a exoneração, em favor da sua qualidade de vida
Publicação em rede social de técnica em Enfermagem do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) teve repercussão na imprensa de Minas Gerais. A técnica em Enfermagem Vanessa Gomes escreveu em suas redes sociais sobre o trabalho desgastante e também sobre como o HC lidaria com os profissionais da área da Saúde que, segundo a publicação, pedem afastamento por problemas psiquiátricos e psicológicos.
“Quando passei no concurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assumi meu trabalho na UTI Neo/Ped, aí, era só intensivão mesmo. Me adaptei rapidamente, porque ainda era setor materno-infantil, público que eu amo trabalhar”, diz o texto reproduzido pelo jornal Estado de Minas.
Em outro trecho, a técnica escreveu sobre os danos causados pelo desgaste emocional. “Ninguém me falou e ninguém vê e cuida disso. Tenho colegas que surtaram, outras que se afastaram do trabalho com atestado psiquiátrico. Eu quase cheguei nessa fase. Graças à terapia, que eu busquei há algum tempo, pois não temos esse suporte lá no HC, me salvei e tomei uma importante decisã EXONERAÇÃO. Não se engane com o serviço público, ele te oferece uma estabilidade financeira que não compensa a falta de qualidade de vida”, relata a profissional na rede social.
Mas, a técnica em Enfermagem, na mesma publicação, agradeceu ao hospital: “Ainda assim sou grata, considero o HC minha segunda casa e uma grandiosa escola. À família que formei lá dentro só tenho a agradecer, amizades preciosas. Aos pacientes que cuidei, aos familiares que confiaram a mim seus filhos, GRATIDÃO. Foram intensos 15 anos, que agora me despeço com missão cumprida”.
O HC-UFTM respondeu ao Estado de Minas. Conforme o jornal, o Hospital de Clínicas da UFTM informou, que o afastamento de colaboradores por motivo de doença, incluindo psicológicas e psiquiátricas, ocorre quando o trabalhador apresenta atestado médico à Unidade de Saúde Ocupacional do HC, dentro do prazo de 24 horas após a emissão do documento. Em caso de licenças superiores a três dias corridos ou intercalados, o colaborador passa pelo atendimento do médico do trabalho para averiguar sua condição de saúde, além de receber acolhimento com profissional de Serviço Social e Psicologia. O trabalhador é orientado quanto à rede de atendimento psicossocial do município, podendo receber sessões de terapia breves com profissional de Psicologia da Unidade de Saúde Ocupacional do HC, caso manifeste interesse.
Ainda segundo a reposta da UFTM ao jornal, no caso dos colaboradores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), afastamentos de até 15 dias são custeados pela empresa (Ebserh). Após isso, são custeados pelo INSS (Licença Saúde).