O Centro de Reabilitação da Universidade Federal do Triangulo Mineiro atende, em média, 140 pacientes por dia, mas um sério problema enfrentado durante o tratamento é o transporte do paciente tanto dentro de Uberaba quanto da região.
Segundo um levantamento realizado pela diretoria do Centro grande parte dos tratamentos são interrompidos devido à falta de condições do paciente em se locomover para as seções de atendimento. Hoje o Centro atende apenas os casos de lesões de alta complexidade, como traumatismo, AVC, paralisia cerebral, entre outros, recebendo pacientes de toda a região.
Segundo a responsável técnica pelo atendimento, fisioterapeuta Maria de Lourdes Borges, existe uma pequena fila de espera. “O tempo máximo de espera é de dois meses, mesmo assim muitos casos não chegam a isso. Estamos conseguindo atender a demanda, no entanto, muitos tratamentos são interrompidos”, explica.
O médico fisiatra Fausto Gonzaga de Freitas afirma que as prefeituras têm feito o possível, mas ainda não é o suficiente. “Tanto em Uberaba quanto na região, as prefeituras têm feito o transporte de pacientes, mas não está atendendo totalmente a demanda”, completa.
Levantamento realizado pela diretoria do Centro de Reabilitação aponta que a maioria dos atendimentos realizados não é de vítimas de trânsito. Dentre as várias lesões atendidas pelo centro estão as fraturas e traumatismos no setor de ortopedia, onde é se concentram as vítimas de acidentes de trânsito, chegando a aproximadamente 98% dos casos.