Uberaba fecha o ano de 2011 com saldo positivo na geração de empregos, contudo menor do que o registrado em de 2010
Uberaba fecha o ano de 2011 com saldo positivo na geração de empregos, contudo menor do que o registrado no ano de 2010. Segundo os dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgados ontem, houve crescimento de 6,4% nas contratações, mas as demissões sobressaíram e atingiram a marca de 18,2% em comparação com igual período de 2010. Com isto, o saldo de abertura de frentes de trabalho foi 73,3% menor que o registrado no ano anterior, enquanto que a variação da empregabilidade caiu em 75,8%.
O Caged analisa a evolução de empregos por setor de atividade econômica. Ao todo, são oito categorias, entre as quais a de serviços, com o maior número de contratações em 2011 (16.054), seguida pela do comércio (12.765) e a da construção civil (10.835). Estas categorias coincidentemente são as que mais registraram desligamentos. O setor de serviços aparece em primeiro lugar, com 14.021; seguido pelo da construção civil (12.426) e o do comércio (12.215).
Pela variação da empregabilidade, que analisa o percentual de admissões e demissões, o setor de serviços industriais de utilidade pública lidera o topo do ranking, com saldo positivo de 9,79%. Na sequência vêm o setor de serviços (7,67%) e a extrativa mineral (6,98%). A única categoria a registrar saldo negativo é a construção civil, com 21,32%. O desempenho negativo na Construção Civil é justificado pelas conclusões das obras de casas, principalmente do “Minha Casa, Minha Vida”, tendo Uberaba batido todos os recordes de volume do programa do governo federal.
Seguindo a mesma tendência do mês de novembro, o último mês do ano de 2011 fechou a empregabilidade com saldo negativo. Em dezembro foram registradas mais demissões que contratações. Pelo levantamento, foram admitidas 3.282 profissionais e demitidas 4.605, perfazendo o saldo negativo de 1.323. A variação da empregabilidade ficou em 1,80% negativo.
Caged nacional. Segundo o Ministério do Trabalho, mesmo com crise econômica mundial, o Brasil criou, em 2011, 1.944.560 postos de trabalho, apresentando crescimento de 5,41% em relação ao mesmo período de 2010. Na avaliação da pasta, o resultado foi o segundo melhor da série histórica do Caged, ficando atrás de 2010, quando, em dezembro, foram criados 2.543.177 postos.