Uberaba tenta ampliar a rede de Acolhimento Familiar e Apadrinhamento Afetivo para atender crianças e adolescentes que precisam, temporariamente, de cuidado e referência fora do núcleo de origem. Hoje, o município tem 12 famílias cadastradas e habilitadas para os dois serviços: sete no acolhimento e cinco no apadrinhamento, número que a Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) considera insuficiente diante da demanda.
O Acolhimento Familiar funciona como alternativa ao acolhimento institucional. A proposta é que a criança ou o adolescente seja recebido por uma família, por tempo determinado, com acompanhamento técnico e apoio da rede socioassistencial, enquanto são feitos os encaminhamentos previstos, como reintegração familiar ou outras medidas.
A gerente do serviço, Julise Cristina de Souza Martins, destaca que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prioriza, quando possível, a permanência em ambiente familiar. “A família acolhedora, através do afeto que entrega para essa criança ou adolescente, bem como por meio do vínculo que é criado durante o período, traz segurança, fortalece e dá mais condições para que o acolhido consiga passar de forma mais saudável por esse momento tão difícil, que é o afastamento da família de origem”, explica.
Segundo a Seds, desde 2023, quando o serviço foi implantado em Uberaba, 26 crianças e adolescentes já passaram pelo Acolhimento Familiar. Atualmente, quatro crianças estão acolhidas nessa modalidade.
Já o Apadrinhamento Afetivo é voltado a crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional, permitindo que voluntários criem laços de convivência e referência. Além do apadrinhamento afetivo, o município também conta com modalidades de prestação de serviços e provedor, voltadas a doações materiais ou oferta de atendimentos, como aulas de reforço.
Atualmente, há cerca de 60 crianças acolhidas em instituições do município, e cinco delas têm padrinhos afetivos. Para a assistente social do serviço de Apadrinhamento, Cristiane Andion de Souza, a participação de voluntários amplia vínculos e pode fazer diferença no desenvolvimento emocional e social. “A infância é o período mais curto da vida, mas é o que deixa as lembranças mais longas. Ser uma madrinha ou um padrinho é ser exemplo, ser abraço e ser esperança de dias melhores”, ressalta.
A secretaria informa que qualquer pessoa ou família interessada pode buscar orientações e iniciar o processo, desde que atenda aos critérios e esteja disposta a assumir a responsabilidade do vínculo. “Mais do que um gesto solidário, o acolhimento e o apadrinhamento são ações que transformam realidades. Uberaba precisa de mais pessoas dispostas a oferecer cuidado, tempo e afeto”, afirma o secretário de Desenvolvimento Social, Ernani Neri.
Serviço
Informações e inscrições: (34) 3314-9239 | apadrinhamentoafetivoura@gmail.com
Atendimento: Rua Marcos Lombardi, 257, bairro Santa Maria