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Uberaba tem mais um mês com geração de empregos negativa

Uberaba fecha mais um mês com saldo negativo na geração de empregos. Entre os destaques está o setor de construção civil

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 27/08/2011 às 21:49Atualizado em 19/12/2022 às 22:36
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Uberaba fecha mais um mês com saldo negativo na geração de empregos. Entre os destaques está o setor de construção civil, que desde maio vem demitindo significativamente. É o que aponta o novo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em contrapartida, o comércio teve maior empregabilidade. Os dados são referentes ao mês de julho. Segundo a pesquisa, foram admitidos 4.037 profissionais e desligados 4.600. Isso resulta no saldo negativo de 563 postos de trabalho. A variação de emprego em julho ficou em 0,76% negativo.

A pesquisa é composta por oito setores. Dentre eles, o comércio admitiu 968 profissionais, enquanto os desligamentos ficaram em 863. O saldo positivo para esta categoria foi de 105 postos. Em junho, o setor teve queda nas contratações. De um mês para o outro, houve crescimento nas admissões. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberaba (Aciu), Karim Abud Mauad, a queda ocorrida no mês anterior é considerada normal, pois existe uma sazonalidade neste período. “Aumentou porque houve aquecimento em função dos preparativos para o Dias dos Pais e o Natal”, observa.

De acordo com Karin, pós-Dia dos Namorados, que veio embalado pelo Natal e Dia das Mães, os comerciantes fizeram aquele balanço dos serviços temporários e ocorreu uma reordenada para o segundo semestre. “Isto é fruto do momento privilegiado que vive a nossa economia. É provável que nos próximos dois meses os índices fiquem estabilizados, com leve acréscimo. Isto já levando em conta os preparativos para o fim do ano, apesar de que o segundo semestre não será tão positivo quanto o primeiro, macroeconomicamente falando”, explica.

Ainda mantendo queda, o setor da construção civil fechou o mês de julho com 1.521 pessoas desligadas dos postos de trabalho, contra 733 admitidas. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Nagib Facury, não houve muita variação entre os meses de junho e julho. Ele explica que grandes obras estão sendo finalizadas, como, por exemplo, o Programa do Governo Federal, o “Minha Casa, Minha Vida”. No entanto, a categoria sente a carência de mão-de-obra, como já foi ivulgado várias vezes no Jornal da Manhã.

Segundo Nagib, é observada a movimentação de demissões no aspecto de obras que estão dentro da ilegalidade, onde o trabalhador requer o seguro-desemprego e vai para as obras informais. “Com isso, aparece nos índices do Caged essa variação, pois numa ponta você está demitindo e na outra está faltando profissionais”, explica. Ele complementa que essa é uma grande preocupação do setor, que não quer que isso não aconteça, pois não inexistem motivos para que o trabalhador da construção tenha esse tipo de procedimento. “Como que o trabalhador vai procurar o seguro-desemprego sendo que o setor necessita desses profissionais? Isso é preocupante. Grande parte dos acidentes ocorre na informalidade”, revela Nagib.

Ainda em ascensão está o setor agropecuário, que admitiu 290 profissionais e demitiu 272, registrando saldo positivo de 18 postos. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento fala que também não houve variação em comparação com o mês anterior. Junho revelou o início das contratações, sendo que maio finalizou com saldo negativo. Este mês foi responsável por 88% dos desligamentos. “O reflexo está ligado ao início do ano agrícola, que vai de julho a junho do ano que vem. Este mês é quando iniciam os preparativos do solo e os plantios de verão. Quem planta soja e milho passa a contratar para fazer a correção do solo e, depois, para obras de conservação e plantio”, observa.

Neste mês, o setor de indústria de transformação registrou aumento nas contratações. No período foram admitidos 846 profissionais e desligados 179. Já o setor de serviços ficou com saldo negativo, sendo o número de desligamentos (1.205) superior ao de contratações (1.190).

Segundo o Ministério do Trabalho, na evolução do emprego formal em municípios com mais de 30.000 habitantes do Estado de Minas Gerais, no mês de julho, Uberaba ocupa a 98ª posição do ranking. Em primeiro lugar está a capital mineira, seguida por Itapira e Nova Ponte. Já Araxá e Uberlândia ocupam a 21ª e 32ª posições, respectivamente.

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