Dados mostram queda expressiva da dengue e avanço de outra arbovirose no município
O estado mantém um óbito confirmado e outros dois em investigação (Foto/Divulgação)
Com avanço da dengue em Minas Gerais e aumento das arboviroses no estado, Uberaba mantém cenário de alerta em 2026, embora os números estejam bem abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado.
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), disponíveis no painel estadual de arboviroses, o município soma 1.396 casos prováveis de dengue, com 81 confirmações e nenhum óbito pela doença até o momento. Já a chikungunya registra 140 casos prováveis e confirmados, além de uma morte confirmada, a primeira de Minas Gerais neste ano.
Os números mostram uma redução expressiva em relação a 2025 no caso da dengue. No mesmo recorte epidemiológico do ano passado, Uberaba contabilizava 4.490 casos prováveis, 4.489 confirmados e 17 óbitos pela doença, além de taxa de incidência acima de 500 casos por 100 mil habitantes, considerada de alta transmissão. O pico ocorreu entre as semanas 10 e 12, quando os registros semanais ultrapassaram 500 casos prováveis.
Já na chikungunya, o cenário se inverte. Em 2025, Uberaba registrava apenas 14 casos prováveis e 14 confirmados, sem mortes. Neste ano, o município já soma dez vezes mais casos, com 140 confirmações e um óbito registrado. A curva epidemiológica aponta maior concentração entre as semanas 9 e 12, quando houve o pico de notificações.
No cenário estadual, a dengue segue avançando. Entre os dias 22 e 28 de abril, Minas Gerais passou de 17.878 para 19.105 casos confirmados, aumento de 6,9% em menos de uma semana, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Os casos prováveis também cresceram, saindo de 48.503 para 51.031. O número de mortes confirmadas permanece em 12, enquanto os óbitos em investigação subiram de 28 para 32.
A chikungunya também apresentou alta em Minas. Os casos prováveis passaram de 8.400 para 8.909, enquanto os confirmados subiram de 4.703 para 5.108. O estado mantém um óbito confirmado e outros dois em investigação. Já o vírus Zika registra 40 casos prováveis e 8 confirmados, sem mortes.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão da dengue e do vírus Zika. A orientação é eliminar recipientes que acumulam água, como pneus, vasos de plantas, garrafas e caixas d’água destampadas, além de manter quintais e calhas limpos.
A recomendação da rede de saúde é que, ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas na pele ou dores intensas nas articulações, a pessoa procure atendimento médico e evite a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios.