CIDADE

Uberabenses aguardam na fila de espera da Cohagra há quase 10 anos

O presidente da companhia, Marcos Jammal, afirma que até março de 2016 deve entregar 6 mil unidades na cidade

Letícia Morais
Publicado em 09/09/2015 às 15:31Atualizado em 16/12/2022 às 22:22
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A fila de espera para conseguir moradia na Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra) angustia os moradores da cidade. O déficit habitacional em Uberaba é relativamente grande, tendo em vista que mais de 25 mil pessoas aguardam para ser contempladas com as unidades.

Esse é o caso da dona de casa Geraci Duque da Silva, que fez sua inscrição no ano passado e é a responsável pelo sustento do filho de 14 anos e de mais cinco crianças, suas netas, também menores de idade. “O juiz ficou de adiantar o meu recebimento lá na Cohagra, só que as portas estão fechadas. Não tenho coragem de colocar as crianças na fila de adoção, mas não sei o que fazer, preciso de ajuda”, lamenta a dona de casa.

De acordo com o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, a situação é complicada. Além de a demanda ser muito grande, o número de casas é limitado, algumas famílias já aguardam há quase 10 anos.

Ainda de acordo com Jammal, na próxima semana a Cohagra deve publicar nova lista de contemplados. “Até março de 2016 pretendemos entregar seis mil unidades. Nós temos cinco projetos pré-aprovados pela Caixa Econômica Federal e engatilhados no Ministério da Cidade para conseguir a liberação. São eles: Capelinha do Barreiro, Ponte Alta, Residencial Maria da Glória, Parque das Cerejeiras e o Residencial Valter Detoni”, explicou.

Critérios para seleção. Marcos Jammal ainda explicou que para serem selecionados no programa Minha Casa Minha Vida, os interessados devem respeitar alguns critérios determinados pelos governos federal e municipal.

 “A pessoa interessada deve ser de Uberaba ou residir há pelos menos três anos comprovadamente na cidade; não possuir imóvel (apresentar certidões nos cartórios de registro); ser homem solteiro ou viúvo com guarda de filho menor e/ou famílias em encaminhamento com medida protetiva de órgãos oficiais. Além disso, nós temos que reservar, no mínimo, 3% das unidades habitacionais para pessoa idosa e 3% ao atendimento a pessoas portadoras de doenças crônicas”, informou.

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