Pessoas com diagnóstico de esclerose múltipla, com idade igual ou superior a 18 anos, podem participar voluntariamente de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba.
O estudo, chamado “Estudo sobre a Validação da Escala de Coordenação Abrangente para Indivíduos com Esclerose Múltipla”, busca avaliar a confiabilidade e a aplicabilidade de uma nova ferramenta para analisar alterações de coordenação motora causadas pela doença.
A pesquisa é realizada pelo Laboratório de Neurociências e Controle Motor (NEUROCOM) da UFTM, em parceria com o Hospital de Clínicas da UFTM, por meio do curso de Fisioterapia e do Departamento de Fisioterapia Aplicada.
O projeto é coordenado pelo professor Gustavo José Luvizutto, com participação do pesquisador responsável Marco Túlio Almeida Lenza, da pesquisadora Júlia Badoco e coorientação da fisioterapeuta Maria Eduarda Salum Aveiro Henrique.
Como funciona a participação
Os voluntários passam por uma avaliação fisioterapêutica com duração aproximada de 50 minutos, que inclui testes de coordenação motora, destreza manual, mobilidade e aplicação de escalas clínicas.
As avaliações são realizadas com agendamento prévio, preferencialmente às quintas-feiras, nos períodos da manhã e da tarde. Os atendimentos podem ocorrer no Ambulatório Maria da Glória, no Hospital de Clínicas da UFTM, no Laboratório de Neurociências e Controle Motor ou, quando necessário, em domicílio.
Segundo os pesquisadores, a participação segue protocolos científicos aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da universidade.
Objetivo é melhorar avaliação e tratamento
A esclerose múltipla pode causar alterações na coordenação motora, prejudicando atividades do dia a dia e a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com a equipe da pesquisa, ainda existem poucas ferramentas capazes de avaliar essas mudanças de forma ampla.
A expectativa é que os resultados contribuam para o desenvolvimento de uma escala mais completa, auxiliando profissionais da saúde no acompanhamento dos pacientes e no planejamento de estratégias de reabilitação.
“Espera-se que os resultados contribuam para o avanço do conhecimento científico e disponibilizem uma ferramenta de avaliação mais completa para a prática clínica”, afirmou o coordenador do estudo.
Interessados em participar podem entrar em contato com a equipe de pesquisa pelo e-mail d202210612@uftm.edu.br ou pelo telefone/WhatsApp (34) 99840-7017.