NÃO É BEM ASSIM

UFTM destaca avanços e contesta interpretação de ranking internacional

Instituição afirma estar entre as 9,2% melhores do mundo e critica peso dado à produção científica

Joanna Prata
Publicado em 02/06/2026 às 14:44
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Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) questiona queda de posições no ranking da Center for World University Rankings (CWUR). Em nota enviada ao Jornal da Manhã, a instituição reforça o ensino de qualidade e pontua que a CWUR é construído majoritariamente com base em indicadores relacionados à produção científica e não contempla aspectos considerados essenciais para uma universidade pública brasileira, como impacto social, formação de profissionais e contribuição para o desenvolvimento regional. 

Ao JM, a UFTM ressalta que integra o grupo das 9,2% melhores universidades do mundo entre mais de 21 mil instituições avaliadas. A universidade também destaca que manteve a 47ª colocação nacional, figura como a 34ª melhor universidade federal do país e está entre as 100 melhores instituições da América Latina e Caribe.

Apesar de reforçar sua relevância no ensino, a UFTM não exemplifica sua atuação na seara de pesquisa e desenvolvimento. Ao explicar a perda de posições de instituições brasileiras (das 52 presentes na lista, 45 registraram queda de posição), a CWUR pontua que o principal motivo está na perda de competitividade da pesquisa científica brasileira frente a instituições estrangeiras que contam com maior volume de investimentos. 

A instituição argumenta ainda que o CWUR é construído majoritariamente com base em indicadores relacionados à produção científica e não contempla aspectos considerados essenciais para uma universidade pública brasileira, como impacto social, formação de profissionais e contribuição para o desenvolvimento regional. A nota cita como exemplos a formação de professores para a rede pública, a atuação do Hospital de Clínicas da UFTM e a qualificação de profissionais em áreas como engenharias e agronomia.

Outro ponto destacado pela universidade é que o ranking não reflete necessariamente o desempenho atual das instituições. Segundo a UFTM, a edição 2026 considera uma janela de dez anos de produção científica encerrada dois anos antes da publicação, abrangendo o período de 2015 a 2024. Dessa forma, os resultados divulgados hoje seriam uma fotografia da última década e não um retrato do momento atual da instituição.

A universidade também afirma que os investimentos e avanços recentes ainda não aparecem na classificação internacional. Como exemplo, cita o crescimento da produção científica, acompanhado por meio da Plataforma Capivara, e o resultado do processo de recredenciamento institucional realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no qual a UFTM passou da nota 3 para a nota 5, conceito máximo atribuído pelo Ministério da Educação.

Por fim, a instituição reafirmou o compromisso com o fortalecimento da pesquisa científica, a formação de profissionais qualificados e a promoção do desenvolvimento regional, ressaltando que seguirá alinhada a referenciais internacionais de avaliação responsável da pesquisa, como a Declaração de São Francisco sobre Avaliação da Pesquisa (DORA).

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