OPORTUNIDADE

UFTM procura voluntários com Parkinson para pesquisa em Uberaba

Estudo acompanhará pacientes por 24 meses para avaliar marcha, equilíbrio, mobilidade e risco de quedas

Sarah Parro
Publicado em 21/07/2026 às 09:41
Compartilhar

A dificuldade para caminhar, o tremor nas mãos, a rigidez muscular e o medo constante de cair fazem parte da rotina de milhares de pessoas que convivem com a Doença de Parkinson. Sem cura e de caráter progressivo, a enfermidade compromete a mobilidade e a autonomia dos pacientes ao longo dos anos. Em busca de respostas que possam melhorar o acompanhamento e a reabilitação dessas pessoas, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) abriu inscrições para uma pesquisa científica voltada a moradores de Uberaba e região. 

O estudo será realizado no Centro de Reabilitação da UFTM e acompanhará voluntários durante 24 meses, período em que serão avaliadas alterações na marcha, no equilíbrio, na mobilidade funcional e no risco de quedas. As inscrições permanecem abertas até 14 de agosto. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com Parkinson mais que dobrou nas últimas décadas em todo o mundo. Estima-se que mais de 10 milhões de pessoas convivam atualmente com a doença. No Brasil, não há um levantamento nacional consolidado, mas especialistas estimam que cerca de 200 mil brasileiros tenham o diagnóstico, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. 

Embora não exista um levantamento oficial sobre o número de pessoas com Doença de Parkinson em Uberaba e na região, o Hospital de Clínicas da UFTM, referência para 26 municípios do Triângulo Sul, atendeu cerca de 180 pacientes com a doença em seu Ambulatório de Distúrbios do Movimento e Espasticidade ao longo de 2025. O serviço recebe pacientes encaminhados pelo SUS para diagnóstico, acompanhamento e tratamento especializado. 

A pesquisa em Uberaba é coordenada por profissionais do Programa de Pós-Graduação em Educação Física, do Departamento de Fisioterapia Aplicada e do Laboratório de Neurociências Aplicada à Reabilitação da UFTM. 

Ao longo do acompanhamento, os participantes passarão por sete avaliações, realizadas a cada quatro meses. Os pesquisadores utilizarão sensores inerciais vestíveis (IMUs), dispositivos capazes de registrar com precisão os movimentos do corpo durante a caminhada e outras atividades do cotidiano. 

Além da análise da marcha e do equilíbrio, o estudo investigará sintomas como o congelamento dos passos — quando a pessoa sente dificuldade para iniciar ou continuar a caminhada — e o impacto dessas alterações na confiança para realizar atividades diárias sem medo de quedas. 

Para o profissional de Educação Física Thiago de Andrade, integrante da equipe de pesquisa, compreender essas mudanças pode contribuir para tratamentos mais eficazes. 

"Esperamos que este estudo contribua para ampliar o conhecimento sobre as alterações da mobilidade em pessoas com Doença de Parkinson, permitindo identificar de forma mais precisa alterações na marcha, no equilíbrio e na mobilidade funcional. Com isso, buscamos fornecer evidências que auxiliem no desenvolvimento de estratégias de avaliação, acompanhamento e reabilitação, contribuindo para uma assistência cada vez mais individualizada e para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas." 

Além de colaborar com a produção científica, os voluntários terão acesso a uma avaliação detalhada da mobilidade, orientações sobre a doença e, quando necessário, poderão ser encaminhados para atividades do Projeto Exercita Parkinson, desenvolvido pela própria universidade. 

Podem participar pessoas com diagnóstico clínico de Doença de Parkinson, idade igual ou superior a 35 anos, em tratamento com medicamentos à base de levodopa, com estabilidade clínica e capacidade de levantar-se de uma cadeira e caminhar aproximadamente sete metros sem auxílio de outra pessoa. 

O primeiro contato deve ser feito por telefone ou WhatsApp para agendamento da triagem presencial. Não há formulário de inscrição pela internet. 

O que é a Doença de Parkinson? 

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que provoca a perda gradual de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância essencial para o controle dos movimentos. Embora seja mais comum após os 60 anos, também pode surgir em pessoas mais jovens. 

Além dos tremores, a doença pode provocar: 

  • lentidão dos movimentos;
  • rigidez muscular;  
  • alterações na marcha e no equilíbrio;  
  • dificuldade para falar e escrever;  
  • distúrbios do sono;  
  • ansiedade e depressão.  

Embora ainda não tenha cura, o tratamento com medicamentos, fisioterapia e exercícios físicos ajuda a controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida dos pacientes. 

Serviço - Pesquisa científica sobre Doença de Parkinson – UFTM 

Inscrições: até 14 de agosto 
Quem pode participar: 
- Pessoas com diagnóstico de Doença de Parkinson;  
- Idade igual ou superior a 35 anos;  
- Em uso de medicação à base de levodopa;  
- Estabilidade clínica;  
- Capacidade de caminhar de forma independente.  
Duração: 24 meses, com sete avaliações presenciais realizadas a cada quatro meses. 
Agendamento da triagem: Centro de Reabilitação da UFTM 
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 15h. 
Contatos: (34) 3318-5642 e (92) 98135-6535 (Thiago de Andrade)

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por