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O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Robert Boa Ventura de Souza, diz que pais devem deixar contato nas unidades para ser comunicados quando a vacina chegar
Crianças recém-nascidas devem ser imunizadas preventivamente contra a tuberculose nos primeiros 30 dias de vida. Porém, a vacina BCG, que é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, está em falta nos postos de Saúde de Uberaba. Os pais que procuraram a dose nas últimas semanas não a encontraram.
De acordo com Robson Luiz Moreira, morador do bairro Tita Resende, ele tem um bebê de 17 dias em casa e até o momento não conseguiu imunizar a criança com as vacinas recomendadas para os primeiros dias de vida. “Estamos tendo uma dificuldade muito grande de vacinar ele na rede pública. É um jogo de empurra-empurra e a resposta é sempre ‘liga amanhã’. Quando temos uma informação mais concreta é de que não há nenhuma previsão de quando essa vacina vai chegar. Mas eu creio que isso é um direito da criança de ter a vacina. Pelo jeito, vamos ter que recorrer à rede privada. Vou ter que arrumar um dinheiro emprestado para vacinar essa criança. A vacina da hepatite nós conseguimos lá no Caism, mas para a BCG fica esse empurra-empurra”, conta.
Ainda segundo o pai da criança, na rede privada, a vacina que previne contra a tuberculose custa, em média, R$100 e muitas pessoas podem não ter como arcar com esse valor para receber algo que deveria ser gratuito.
Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, a Secretaria Municipal de Saúde confirma que está faltando nas unidades do Município a vacina BCG. O Departamento de Vigilância Epidemiológica já comunicou o governo do Estado que a cidade não dispõe de doses da vacina, porém, ainda aguarda o encaminhamento de novo lote.
De acordo com o diretor do departamento, Robert Boaventura de Souza, quem necessita da vacina deve deixar seus contatos nas unidades de Saúde, a fim de que, quando a situação for normalizada, ela seja contatada pelo Município. “Essa é uma vacina que está faltando no país inteiro. O Estado afirma que vai nos enviar uma quantidade de doses até a semana que vem, mas não sabemos quantas. A orientação aos pais é de que deixem o nome, o endereço e o telefone no posto para que, quando a vacina chegar, a unidade entre em contato com eles. Caso a comunicação não seja feita via telefone, uma equipe fará a busca ativa na residência”, esclarece.
Em relação à vacina de hepatite B, o diretor informa que a situação está normalizada e as unidades de Saúde dispõem de estoque para a vacinação.