Procurada pela reportagem, a pró-reitora de Ensino Superior, professora Inara Barbosa Pena Elias, afirma que hoje não há nenhuma matéria sem professor nas engenharias Civil e Química, que são os maiores cursos, e destaca que está levantando a situação dos demais. “Estamos procurando professores para algumas matérias, sim, está até na página da Uniube na internet. Se conseguirmos mais professores, especialmente titulados, que possam trabalhar no mestrado, nós estamos contratando. Temos bancas de professores acontecendo o tempo todo, porque as ausências nas primeiras semanas acontecem não por falta de planejamento nosso, mas pela falta de controle sobre a vida do professor, que mudou de cidade, passou em concurso ou que arruma outro emprego. Fechamos a semana passada com algumas falhas, que não existem mais”, explica.
Inara Barbosa lembra que o sistema de matrículas dos alunos foi informatizado com objetivo de dar agilidade ao atendimento e evitar tumultos, o que para a pró-reitora é um avanço necessário, especialmente para as engenharias, que contam com mais de quatro mil alunos. Quanto à infraestrutura, ela destaca que blocos menores têm sistema de climatização, algumas salas precisam de ar-condicionado e outras são naturalmente ventiladas. Porém, a professora ressalta que isto não significa haver tratamento diferenciado entre alunos. Ela lembra que no bloco Z, prédio que acomoda as engenharias, é composto por salas amplas e ventilação cruzada. “O MEC vem aqui todo mês e nunca tiramos uma nota ruim em infraestrutura. Estamos sempre fazendo reformas, mas o campus é grande. Se os alunos vierem nos apontar os problemas, vamos resolver”, diz.
Segurança. A pró-reitora alerta que todas as universidades estão enfrentando o problema da insegurança, mas fechar a instituição para a comunidade seria uma incoerência, dadas a proposta e concepção de universidade. “Isso já foi discutido, como a colocação de catracas, mas, pela extensão do campus, há pontos de fragilidade. Outra questão é o policiamento interno. Temos os B10, que circulam pela instituição, mas não estão armados e fazem o que podem, porque para ter segurança armada há um processo complicado na Polícia Federal. No caso da aluna roubada no banheiro, ela foi atendida. Por isso, pensamos em aumentar o número de câmeras e de seguranças, para uma ação mais preventiva”, completa.